sábado, 2 de setembro de 2017

EM TORNO DA VENEZUELA



Grandes exercícios militares ao redor da Venezuela

Os refletores dos meios políticos e da comunicação mediática, concentrados no que acontece dentro da Venezuela, deixam na sombra o que está ocorrendo à volta desse país.

Na geografia do Pentágono, essa é a região do Comando do Sul dos EUA (Southcom), um dos seis “comandos de combate unificados” em que os EUA dividem o mundo. O Southcom, que abrange 31 países e 16 territórios da América Latina e do Caribe, dispõe de forças terrestres, navais, aéreas e de um corpo de ‘marines’, às quais se juntam forças especiais e três task force (forças tarefa) específicas: a Joint Task Force Bravo, localizada na base aérea de Soto Cano, nas Honduras, que organiza exercícios multilaterais e outras operações; a Joint Task Force Guantanamo, localizada nessa base naval, em Cuba, que efectua “operações de detenção e interrogatório no âmbito da guerra contra o terrorismo”; e a Joint Interagency Task Force South, localizada em Key West, na Flórida, com a tarefa oficial de coordenar “operações antidrogas” em toda a região.

A crescente atividade do Southcom indica que aquilo que o presidente Trump declarou, no dia 11 de Agosto: -– “Temos muitas opções para a Venezuela, incluindo uma possível opção militar” -– não é apenas uma simples ameaça verbal.

- Uma força especial de ‘marines’, equipada com helicópteros de guerra, foi implantada em Junho passado, nas Honduras, para operações regionais com uma duração prevista de seis meses.

- Também na esfera do Southcom, em Trinidad e Tobago, ocorreu em Junho o exercício Tradewinds, com a participação de forças de 20 países das Américas e do Caribe.

- Em Julho, o Exercício Naval Unitas foi realizado no Peru, com a participação de 18 países, e no Paraguai, uma competição/exercício abrangendo forças especiais de 20 países.

- De 25 de Julho a 4 de Agosto, centenas de oficiais de 20 países participaram do Panamax, exercício oficialmente destinado a “defender o Canal do Panamá”.

- De 31 de Julho a 12 de Agosto, decorreu na Joint Base Lewis-McChord (Washington), o Mobility Guardian, que é “o exercício maior e mais objetivo de mobilidade da aviação” com a participação de 3000 homens e 25 parceiros internacionais, em particular com as Forças Aéreas da Colômbia e do Brasil, que se exercitaram em missões diurnas e noturnas juntamente com as Forças Aéreas americana, francesa e britânica.

O "cenário real" é o de uma grande operação aérea, para transportar rapidamente forças e armamentos para uma zona de intervenção. Por outras palavras, é o teste de intervenção militar na Venezuela, como Trump ameaçou. A base principal seria a vizinha Colômbia, ligada à OTAN desde 2013 por um acordo de parceria. “Os militares colombianos -– documenta a OTAN -– frequentaram vários cursos na Academia de Oberammergau (na Alemanha) e no Colégio de Defesa da OTAN, em Roma, participando também em muitas conferências militares de alto nível».

A existência de um plano de intervenção militar na Venezuela está confirmada pelo almirante Kurt Tidd, comandante do Southcom: numa audiência no Senado, em 6 de Abril de 2017, ele declarava que “a crescente crise humanitária na Venezuela poderia exigir uma resposta regional”.

Para realizar a “opção militar”, como Trump ameaçou, poder-se-ia adoptar, embora num contexto diferente, a mesma estratégia implementada na Líbia e na Síria: infiltração de forças especiais e mercenários que jogam gasolina em focos de tensão interna, provocando confrontos armados; acusar o governo de massacrar o seu próprio povo e, na seqüência, a “intervenção humanitária” de uma coligação liderada pelos EUA.

Manlio Dinucci

http://www.voltairenet.org/article197570.html

http://www.voltairenet.org/article197309.html



Dublado em Português com um sotaque esquisito:


http://sakerlatam.es/america-latina-y-el-caribe/manlio-dinucci-a-arte-da-guerra-grandes-manobras-ao-redor-da-venezuela-video/



Opiniões de Alejandro Cao de Benós
sobre a Venezuela, o Brasil e muito mais

Entrevista em Tarragona com Alejandro Cao de Benós, representante da República Popular Democrática da Coréia nas relações com o Ocidente e presidente da Associação da Amizade com a Coréia. (Esp.)



(clique no ícone das legendas)


sábado, 8 de julho de 2017

SÍRIA: ATÉ OS INSPETORES DA ONU...


Publicado em 21 de junho de 2017 (clique no ícone das legendas [Ing])

ATÉ OS INSPETORES DA ONU CONSTATARAM O TRAMBIQUE DA MÍDIA PORCA.

https://www.youtube.com/watch?v=AHOOV9Af8DY





BRASIL

UM PRESENTE PARA OS COXINHAS




quarta-feira, 14 de junho de 2017

ALÍPIO DE FREITAS



Alípio de Freitas - 17/02/1929 - 13/06/2017

Baía da Guanabara
Santa Cruz na fortaleza
Está preso Alípio de Freitas
Homem de grande firmeza

Em Maio de mil setenta
Numa casa clandestina
Com a companheira e a filha
Caiu nas garras da CIA

Diz Alípio à nossa gente:
"Quero que saibam aí
Que no Brasil já morreram
Na tortura mais de mil"

"Ao lado dos explorados
No combate à opressão
Nao me importa que me matem
Outros amigos virão"

Lá no sertao nordestino
Terra de tanta pobreza
Com Francisco Julião
Forma as ligas camponesas

Na prisão de Tiradentes
Depois da greve da fome
Em mais de cinco masmorras
Nao há tortura que o dome

Fascistas da mesma igualha
(Ao tempo Carlos Lacerda)
Sabei que o povo nao falha
Seja aqui ou outra terra

Em Santa Cruz há um monstro
Só não vê quem não tem vista
Deu sete voltas à terra
Chamaram-lhe imperialista

Diz Alípio à nossa gente:
"Quero que saibam aí
Que no Brasil já morreram
Na tortura mais de mil"

Baía da Guanabara
Santa Cruz na fortaleza
Está preso Alípio de Freitas
Homem de grande firmeza

Em Maio de mil setenta
Numa casa clandestina
Com a companheira e a filha
Caiu nas garras da CIA

Diz Alípio à nossa gente:
"Quero que saibam aí
Que no Brasil já morreram
Na tortura mais de mil"

(Zeca Afonso)


quinta-feira, 25 de maio de 2017

quarta-feira, 3 de maio de 2017

ENTREVISTA DE ASSAD À TELESUR


Publicado em 27 de abril de 2017

Presidente Bachar Al-Assad, mensagem à América Latina:

"Não acreditem no Ocidente"


Damasco, 28/4/2017, entrevista, vídeo (23") à rede Telesur , Venezuela (Tradução: Vila Vudu)


TeleSur: Obrigado por nos receber, Sr. Presidente.

Presidente Bachar al-Assad: Sejam bem-vindos à Síria, o senhor e o canal TeleSur.

TeleSur: Comecemos pelo mais recente. A Rússia tem advertido que é possível que novos ataques químicos forjados estejam sendo preparados. Como a Síria preparou-se contra isso?

Presidente Bachar al-Assad: Para começar, os terroristas, durante anos e em mais de uma ocasião e em mais de uma região em absolutamente toda a Síria usaram substâncias químicas. Por isso mesmo, pedimos à Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) que enviasse especialistas habilitados para investigar o que acontecia, mas cada vez que pedíamos os EUA impediam as investigações ou impediam que viessem as comissões de investigação. Semana passada, aconteceu novamente: quando exigimos que se fizessem investigações sobre o suposto uso de armas químicas em Jan Sheijun, EUA e aliados impediram que a resolução fosse aprovada na OPAQ.

Nós continuamos insistindo e tentando, com nossos aliados russos e iranianos, que aquela Organização envie uma equipe que investigue o que aconteceu. Porque se essa investigação não acontecer, os EUA repetirão outra vez e outra vez sempre a mesma farsa em torno do uso de armas químicas (como "operação sob falsa bandeira") em algum outro lugar da Síria, para acumular pretextos para intervir militarmente com o objetivo de apoiar o terroristas.

Isso, por um lado. Por outro lado, continuamos lutando contra os terroristas, porque o objetivo por trás do que dizem o Ocidente e os EUA sobre armas químicas é conseguirem meios para dar apoio aos terroristas na Síria. Por causa disso, temos de continuar a combater os mesmos terroristas.

TeleSur: Segundo o Pentágono, seu governo ainda guarda armas químicas. A Síria conserva mesmo cerca de 1% dessas armas, apesar de se ter comprometido, há quatro anos, a entregá-las para serem destruídas?

Presidente Bachar al-Assad: Tanto o senhor como eu lembramos bem quando Colin Powell, em 2003, mostrou na ONU, diante de todo o mundo, um pequeno vidro no qual, segundo ele, estaria a 'prova' de que o presidente Saddam Hussein possuiria químicas, armas nucleares e outras. Quando as forças dos EUA já estavam dentro do Iraque, comprovou-se que os americanos mentiram.

Colin Powell reconheceu depois que a CIA o enganara com provas falsas. Mas não foi o primeiro caso, nem será o último. Quem queira ser político nos EUA tem de ser perfeito mentiroso e embusteiro. Mentir é uma característica dos políticos norte-americanos. Mentem todos os dias. Todos os dias dizem uma coisa e fazem outra. Por essa razão não se deve acreditar no que digam o Pentágono ou outros, porque só dizem o que sirva às políticas deles, não o que há na realidade nem os fatos em campo.

TeleSur: Com que finalidade a Síria interessa-se por comprar da Rússia sistemas antiaéreos de última geração?

Presidente Bachar al-Assad: Basicamente estamos em guerra com Israel. Desde que foi criado em 1948, Israel ataca os países árabes próximos. É normal portanto que tenhamos esses sistemas antimísseis. Os terroristas, como é óbvio, seguindo instruções de Israel, dos EUA, da Turquia, Qatar e Arábia Saudita, destruíram alguns desses sistemas e, portanto, é normal que negociemos com a Rússia para reforçar esses sistemas e poder fazer frente a qualquer ameaça aérea israelense ou enfrentar possíveis ameaças de mísseis dos EUA, muito prováveis agora, depois do recente ataque dos EUA contra o aeródromo de Shuayrat na Síria.

TeleSur: Que papel teve Israel na guerra que a Síria enfrenta? Já sabemos que continuaram os ataques nas últimas semanas contra posições do exército árabe sírio na Síria.

Presidente Bachar al-Assad: Israel desempenha seu papel de diferentes modos: primeiro, como agressão direta, sobretudo com aviação e artilharia ou mísseis lançados contra posições do exército sírio.

Por outro lado, Israel apoia os terroristas, de dois modos: primeiro, fornece armas; segundo, dá-lhes apoio logístico, ao permitir que organizem manobras atravessando regiões que Israel controla e garantindo-lhes ajuda médica em hospitais de Israel.

Não se trata aqui de especular. O que lhe digo são fatos comprovados, filmados, fotografados e divulgados na internet, que o senhor pode obter facilmente e que provam o apoio que Israel garante aos terroristas na Síria.

TeleSur: Como o senhor definiria a atual política exterior de Donald Trump no mundo e especialmente na Síria?

Presidente Bachar al-Assad: Não existem políticas de um ou de outro presidente dos EUA. O que há são políticas das instituições dos EUA que governam o sistema, a saber, a CIA, o Pentágono, as grandes corporações, as empresas que fabricam armas, as petroleiras e as grandes instituições financeiras, além de alguns lobbies que influem nas decisões dos EUA.

O presidente dos EUA apenas implementa essas políticas, e a prova está aí: quando Trump tentou tomar rumo diferente durante sua campanha eleitoral e já como presidente, nada pôde fazer. A ofensiva contra ele foi forte demais e, como vimos nas últimas semanas, ele já mudou completamente a linguagem e submeteu-se ao Estado Profundo. Por isso, tentar avaliar o presidente dos EUA no que tenha a ver com política exterior seria perda de tempo e meio irreal, porque se pode dizer qualquer coisa, mas ele só fará o que aquelas instituições e organizações ordenarem. Essa é a política que se mantém nos EUA há décadas e aí não há qualquer novidade.

TeleSur: Donald Trump tem agora outra frente aberta na Coreia do Norte. Isso poderia influir no modo como os EUA veem a Síria atualmente?

Presidente Bachar al-Assad: Não. Os EUA tentam sempre controlar todos os países do mundo sem exceção, não aceita aliados, sejam países desenvolvidos avançados de seu próprio bloco ocidental ou outros quaisquer. Todos os países teriam a obrigação de ser estados satélites dos EUA. Por isso, o que acontece com a Síria, o que acontece com a Coreia do Norte, com Irã, com a Rússia e possivelmente com a Venezuela agora, tem por objetivo restabelecer a hegemonia dos EUA sobre o Mundo, porque os EUA creem que sua hegemonia estaria hoje ameaçada, e que isso ameaçaria os interesses das elites econômicas e políticas nos EUA.

TeleSur: Está claro o papel da Rússia neste conflito, mas que papel teve a China, a outra grande potência internacional?

Presidente Bachar al-Assad: No que tenha a ver com Rússia e China, há grande cooperação em matéria de ação política, ou de postura política.

Há convergência nos pontos de vista e há cooperação no Conselho de Segurança da ONU. Como o senhor já sabe, os EUA tentaram várias vezes, junto com seus aliados, utilizar o Conselho de Segurança para legitimar o papel dos terroristas na Síria e para legitimar uma intervenção na Síria. A intervenção é ilegítima e constitui agressão. Por isso, China e Rússia estão unidas nessa questão, e o papel da China foi essencial, ao lado da Rússia, nessa questão.

Por outro lado, uma parte dos terroristas são de nacionalidade chinesa, chegados à Síria pela Turquia e representam ameaça aqui, para nós, sírios, mas também são ameaça para China, e os chineses estão conscientes de que o terrorismo em qualquer lugar do mundo desloca-se para outros lugares. Aqueles terroristas, sejam chineses ou de outras nacionalidades, podem deslocar-se para a China e atacar ali, como acaba de acontecer na Europa, na Rússia e como acontece na Síria. Mantemos atualmente cooperação com a China sobre assuntos de segurança.

TeleSur: Atualmente os meios de comunicação ocidentais e dos EUA, falam de terroristas moderados e de terroristas extremistas. Há mesmo alguma diferença desse tipo?

Presidente Bachar al-Assad: Para eles, terrorista moderado é o terrorista que mata, degola e assassina sem mostrar a bandeira da al-Qaeda e sem gritar "Alahu akbar". E terrorista é quem mostra a bandeira ou, enquanto degola, grita "Alahu akbar", essa é a diferença. Para os EUA, qualquer um que sirva à sua agenda política contra qualquer outro país, mesmo que pratique as piores práticas de terrorismo é "opositor", não terrorista; e "moderado", não "extremista", "combatente da liberdade", não um criminoso que luta para destruir e sabotar.

TeleSur: Seis anos de guerra. Como está a Síria? Sabemos que o custo humano é incalculável.

Presidente Bachar al-Assad: O que mais dói em qualquer guerra são as perdas humanas, o sofrimento das famílias que perdem um pai, um filho, um marido, essas famílias foram afetadas para sempre. Os sírios cultivamos laços familiares fortes e estreitos. Não há dor maior que a de perder um ente querido.

Quanto às demais perdas, claro está, as perdas econômicas são colossais, a infraestrutura erguida ao longo de 50 anos ou mais com mão de obra síria. Na Síria a infraestrutura não foi construída com mão de obra estrangeira, e temos as capacidades necessárias para reconstruí-la.

Igualmente, no plano econômico, o que temos é fruto do trabalho de sírios, porque há muito tempo não temos relações importantes no plano econômico com o Ocidente.

Quando essa guerra chegar ao fim, tudo será reconstruído, não há problemas quanto a isso. Claro que exigirá tempo, mas não é impossível.

As perdas humanas, sim, são as perdas realmente dolorosas, essa a grande dor dos sírios hoje.

TeleSur: Dos 86 países da coalizão que ataca a Síria, alguns talvez participem da construção?

Presidente Bachar al-Assad: Não. Com certeza não. Em primeiro lugar, porque não querem que a Síria seja reconstruída. Mas não há dúvidas de que algumas empresas nos países que nos atacam, se virem que as coisas começam a andar, quero dizer, que a economia volta a andar e a reconstrução recomeça, como oportunistas que são, só interessados no dinheiro, estarão prontos a tentar vir à Síria para participar dos lucros da reconstrução, sem dúvida.

O povo sírio não aceitará. Nenhum país que tenha atacado o povo sírio e que tenha contribuído para devastar, destruir a Síria participará da reconstrução. Isso está decidido.

TeleSur: Como tem sido a vida ao longo desses 6 anos, nessa nação assediada?

Presidente Bachar al-Assad: Claro que a vida é dura. Todos os sírios formos afetados. Os terroristas destruíram a infraestrutura, em algumas áreas só há eletricidade durante 1 ou 2 horas e em outras absolutamente não há eletricidade. Há zonas sem eletricidade há dois, três anos, sem televisão, sem escolas para as crianças, sem clínicas nem hospitais, os doentes estão sem atendimento. Vivem na pré-história, por culpa dos terroristas. Há áreas sem água há anos, como aconteceu em Alepo… durante longos anos não houve água na cidade de Alepo. Em vários momentos beberam água sem purificação, cozinharam com água sem purificar. A vida foi tremendamente difícil.

TeleSur: Um dos alvos principais durante esses anos, foi o senhor, presidente Bachar al-Assad. Sentiu medo?

Presidente Bachar al-Assad: Quando se está em guerra, não se sente medo. Acho que é o que responderiam todos por aqui. Mas há a preocupação com o destino da pátria. O que significaria a segurança pessoal, como cidadão, num país agredido e ameaçado? Ninguém estará jamais seguro enquanto persistir a ameaça contra a Síria.

Penso que o que sentimos de modo geral na Síria é preocupação pelo futuro da Síria mais que medo por nós mesmos. Os tiros e projéteis de morteiro caem em qualquer lugar, entram em qualquer casa. Nem por isso a vida parou na Síria. Há uma vontade de vida, muito mais forte que algum medo no sentido pessoal. Esse sentir, para mim, pessoalmente, como Presidente, advém do que o povo sente, não de mim mesmo. Não vivo isolado.

TeleSur: Os meios de comunicação ocidentais em todo o mundo distribuem muita propaganda contra o senhor. Será que estou sentado realmente diante daquele demônio que os jornais pintam?

Presidente Bachar al-Assad: Tem razão. Para o Ocidente, o senhor está entrevistando o próprio demônio. É a propaganda ocidental atual.

Essa publicidade ocidental sempre aparece quando algum país, algum governo ou algum governante não se submete aos interesses do Ocidente, se não trabalha exclusivamente a favor dos interesses ocidentais e contra os interesses de seu próprio povo. Sempre foi assim. São as exigências ocidentais colonialistas que sempre se repetiram ao longo da história.

Dizem que quem resiste a eles é mau, que mata gente boa. Ora... a Rússia, o Irã, todos os países nossos amigos nos apoiam não porque um ou outro governante nos apoie, mas porque o povo daqueles países está mais perto da verdade que o ocidente. E os sírios também apoiam nosso governo. Como é possível que os sírios apoiem seu governo, se o governo os estivesse mantando?

É só mais uma versão contraditória que só sobrevive na propaganda do ocidente. Por isso já não perdemos tempo com essas versões ocidentais que sempre, ao longo da história estiveram cheias de mentiras. Nisso não há novidade alguma.

TeleSur: O que a Síria faria para pôr fim a essa guerra, se estamos às portas da 6ª rodada de conversações em Genebra?

Presidente Bachar al-Assad: Temos falado de dois eixos.

O primeiro eixo consiste em lutar contra o terrorismo. Isso não se discute e não temos opção no trato com terroristas que não seja lutar contra eles.

O outro eixo é a parte política, que consiste em dois pontos: primeiro, o diálogo com todas as forças políticas sobre o futuro da Síria; o segundo consiste nas reconciliações locais, no sentido de que negociamos com os terroristas em cada vila ou cidade, tratando as questões caso a caso.

O objetivo da reconciliação é que eles deponham as armas e recebam um indulto do Estado, para assim retomarem o curso normal de suas vidas. Este eixo, esse tipo de negociação está sendo feito já há 3 ou 4 anos, obteve bons resultados e prossegue atualmente.

São os temas que podemos trabalhar com o objetivo de resolver a crise na Síria.

TeleSur: Daqui de onde estão, nesse país em guerra, como os senhores veem a situação na América Latina, particularmente na Venezuela, onde começaram a aparecer ações muito semelhantes às que fizeram crescer e eclodir o conflito na Síria?

Presidente Bachar al-Assad: É esperável que haja semelhantes, dado que o plano é o mesmo, e o executor é o mesmo: os EUA dirigem a orquestra, todos os demais países ocidentais e o coro que os acompanham.

A América do Sul em geral e Venezuela em particular, foram quintal de despejo dos EUA durante décadas, quintal de onde os países ocidentais e principalmente os EUA, arrancavam o que quisessem, o que seus interesses econômicos mandassem, com a ação das grandes empresas norte-americanas transnacionais em cada um dos seus países. E os golpes de estado sucederam-se durante os anos 1960 e 1970, fossem golpes militares ou políticos, todos visavam a consolidar o controle dos EUA sobre os interesses dos povos da América Latina.

Mas ao longo dos últimos 20 anos, a América Latina livrou-se desse jugo e alcançou a autodeterminação, seus governos afinal começaram a poder defender os interesses do próprio povo. E, isso, os EUA absolutamente não aceitam. Por isso, agora se aproveitam do que está acontecendo pelo Mundo, desde a revolução cor-de-laranja na Ucrânia até o último golpe ocorrido nesse país há vários anos. Aproveitam-se do que ocorre nos países árabes, na Líbia, na Síria, no Iêmen e em outros países, com o propósito de aplicar as mesmas 'técnicas' nos países latino-americanos. Começaram pela Venezuela, com o objetivo de derrubar o governo nacional legal. Farão o mesmo aos demais países da América Latina.

TeleSur: Há quem pense, especialmente os cidadãos comuns em toda a América Latina, que um cenário similar ao que se vê hoje na Síria poderia repetir-se na América Latina. Qual sua opinião?

Presidente Bachar al-Assad: Não tenho dúvidas disso. Já lhe disse que se o plano é o mesmo e o executor é o mesmo, é normal que o cenário resultante nos demais países atacados não apenas se assemelhe: ele será idêntico. Claro que alguns detalhes locais sempre variarão.

No início, diziam que as manifestações na Síria eram pacíficas, mas ao ver que não se repetiam, ou que se mantinham pacíficas, trataram de infiltrar bandidos nas manifestações, para disparar contra os dois lados, contra a polícia e também contra os manifestantes, especificamente para produzir mortos; e começaram a 'informar' que o governo matava o próprio povo. Esse cenário repete-se em todo o mundo.

E se repetirá também na Venezuela. Por isso o povo venezuelano deve manter-se bem consciente de que há grande diferença entre fazer oposição a um governo ou lutar contra os próprios interesses nacionais do país. Estar contra um governo e estar contra a Pátria são coisas muito diferentes.

Isso, por um lado. Por outro lado, nenhum país estrangeiro pode zelar pelos interesses da Venezuela, mais ou melhor que o povo da Venezuela. Não acreditem no Ocidente. O Ocidente não se interessa por direitos humanos nem pelos interesses dos países. O Ocidente só cuida dos interesses de uma parte da elite governante em outros países. Essa elite governante não é só política, inclui as empresas e seus interesses econômicos.

TeleSur: Falamos da América Latina, Venezuela e da Revolução Bolivariana da qual o senhor foi aliado empenhado. Que recordações o senhor guarda do falecido presidente Hugo Chávez?

Presidente Bachar al-Assad: O Presidente Chávez foi nome importante para todo o mundo. Sempre que falo sobre América Latina recordo imediatamente o presidente Chávez e também o falecido líder revolucionário Fidel Castro, líder da Revolução Cubana, duas importantes figuras que mudaram o rosto da América Latina.

Conheci, claro, pessoalmente o presidente Chávez, nos reunimos mais de uma vez, tive uma relação pessoal com o presidente Chávez, que nos visitou na Síria, e também o visitei na Venezuela. O presidente Chávez nos visitou duas vezes, eu só pude visitá-lo uma vez.

O presidente Chávez é desses que, quando o vemos pessoalmente já se sabe que é filho do povo, um homem que vive o sofrimento do povo que ele representa. Sempre que falava fazia referência ao povo da Venezuela. Em reuniões de chefes de Estado com funcionários de outros países, o seu primeiro pensamento era o que fazer para construir interesses comuns que viessem a beneficiar os venezuelanos. Um verdadeiro líder, homem de forte carisma e infinitamente sincero.

TeleSur: Chávez foi satanizado, e parece que agora chegou a vez do presidente Nicolás Maduro.

Presidente Bachar al-Assad: É normal, porque o presidente Maduro segue a mesma linha de autonomia nacional; como o presidente Maduro, prossegue na mesma linha nacional e de independência da Venezuela, e trabalhando para os cidadãos de seu país, é normal que seja agora o principal alvo dos EUA. É óbvio e ninguém deve se preocupar com isso.

TeleSur: Como o senhor, presidente Bachar al-Assad, vê o final desta guerra?

Presidente Bachar al-Assad: Se fosse possível superar a questão da interferência estrangeira na Síria, o problema se simplificaria muito. A maioria dos sírios estão cansados da guerra, desejam una solução e desejam voltar a viver com segurança e estabilidade. Há um diálogo entre nós, os sírios, há encontros, as pessoas se reúnem e convivem, quero dizer, não há qualquer barreira real que divida os sírios.

O problema é que cada vez que damos um passo rumo à solução e ao restabelecimento da estabilidade, as gangues terroristas recebem mais dinheiro e mais armas, com o objetivo de retomar a violência e inviabilizar qualquer solução. Por isso se pode dizer que a solução começa por suspender qualquer apoio enviado do exterior aos terroristas. É o primeiro passo.

Por nosso lado, na Síria, a via para restaurar a segurança será a reconciliação entre todos os sírios e indulto para o que aconteceu no passado, durante a guerra. O senhor pode ter certeza de que, quando isso for feito e o processo se completar, a Síria será muito mais forte que a Síria de antes da guerra.

TeleSur: O senhor está disposto a se reconciliar com os que se levantaram em armas contra o povo sírio?

Presidente Bachar al-Assad: Claro que sim. Já aconteceu em várias regiões do país. Das pessoas que já receberam indulto, alguns se incorporaram ao Exército Sírio, alguns caíram como mártires, outros voltaram à cidade onde viviam, em áreas que nós já controlamos. Para nós não há problema algum: a reconciliação é essencial para pôr fim a qualquer guerra. A Síria também caminha nessa direção.

TeleSur: Senhor Presidente, para encerrarmos nossa entrevista, tem alguma mensagem para a América Latina e o mundo?

Presidente Bachar al-Assad: Preservem a independência de seus países.

Nessa parte árabe do mundo, já celebramos a independência de mais de um país. Mas em alguns do países dessa região, a independência significou apenas a retirada de forças de ocupação. A verdadeira independência só acontece quando os povos adquirem o poder de decidir nacionalmente.

Para essa parte do mundo, a América Latina foi modelo de independência, quer dizer, o ocupante partiu, no caso de haver ocupação por tropas estrangeiras, mas ao mesmo tempo os países recuperaram o poder nacional para decidir, a abertura e a democracia. A América Latina deu ao mundo um modelo importante. Conservem esse modelo, defendam-no, porque muitos países que aspiram ao desenvolvimento, sobretudo os países do Terceiro Mundo, devem seguir o modelo já aplicado na América Latina. [Fim da Transcrição]



segunda-feira, 24 de abril de 2017

DEMARCAÇÃO JÁ !!!




Já que depois de mais de cinco séculos
E de ene ciclos de etnogenocídio,
O índio vive, em meio a mil flagelos,
Já tendo sido morto e renascido,
Tal como o povo kadiwéu e o panará
– Demarcação já!
Demarcação já!

Já que diversos povos vêm sendo atacados,
Sem vir a ver a terra demarcada,
A começar pela primeira no Brasil
Que o branco invadiu já na chegada:
A do tupinambá –
Demarcação já!
Demarcação já!

Já que, tal qual as obras da Transamazônica,
Quando os milicos os chamavam de silvícolas,
Hoje um projeto de outras obras faraônicas,
Correndo junto da expansão agrícola,
Induz a um indicídio, vide o povo kaiowá,
Demarcação já!
Demarcação já!

Já que tem bem mais latifúndio em desmesura
Que terra indígena pelo país afora;
E já que o latifúndio é só monocultura,
Mas a T.I. é polifauna e pluriflora,
Ah!,
Demarcação já!
Demarcação já!

E um tratoriza, motosserra, transgeniza,
E o outro endeusa e diviniza a natureza:
O índio a ama por sagrada que ela é,
E o ruralista, pela grana que ela dá;
Hum… Bah!
Demarcação já!
Demarcação já!

Já que por retrospecto só o autóctone
mantém compacta e muito intacta,
E não impacta, e não infecta, e se
Conecta e tem um pacto com a mata
–Sem a qual a água acabará –,
Demarcação já!
Demarcação já!

Pra que não deixem nem terras indígenas
Nem unidades de conservação
Abertas como chagas cancerígenas
Pelos efeitos da mineração
E de hidrelétricas no ventre da Amazônia, em Rondônia, no Pará…
Demarcação já!
Demarcação já!

Já que “tal qual o negro e o homossexual,
O índio é ‘tudo que não presta'”, como quer
Quem quer tomar-­lhe tudo que lhe resta,
Seu território, herança do ancestral,
E já que o que ele quer é o que é dele já,
Demarcação, “tá”?
Demarcação já!

Pro índio ter a aplicação do Estatuto
Que linde o seu rincão qual um reduto,
E blinde-­o contra o branco mau e bruto
Que lhe roubou aquilo que era seu,
Tal como aconteceu, do pampa ao Amapá,
Demarcação lá!
Demarcação já!

Já que é assim que certos brancos agem:
Chamando-­os de selvagens, se reagem,
E de não índios, se nem fingem reação
À violência e à violação
De seus direitos, de Humaitá ao Jaraguá;
Demarcação já!
Demarcação já!

Pois índio pode ter iPad, freezer, TV, caminhonete, “voadeira”,
Que nem por isso deixa de ser índio
Nem de querer e ter na sua aldeia
Cuia, canoa, cocar, arco, maracá.
Demarcação já!
Demarcação já!

Pra que o indígena não seja um indigente,
Um alcoólatra, um escravo ou exilado,
Ou acampado à beira duma estrada,
Ou confinado e no final um suicida,
Já velho ou jovem ou – pior – piá.
Demarcação já!
Demarcação já!

Por nós não vermos como natural
A sua morte sociocultural;
Em outros termos, por nos condoermos –
E termos como belo e absoluto
Seu contributo do tupi ao tucupi, do guarani ao guaraná.
Demarcação já!
Demarcação já!

Pois guaranis e makuxis e pataxós
Estão em nós, e somos nós, pois índio é nós;
É quem dentro de nós a gente traz, aliás,
De kaiapós e kaiowás somos xarás,
Xará.
Demarcação já!
Demarcação já!

Pra não perdermos com quem aprender
A comover-­nos ao olhar e ver
As árvores, os pássaros e rios,
A chuva, a rocha, a noite, o sol, a arara
E a flor de maracujá,
Demarcação já!
Demarcação já!

Pelo respeito e pelo direito
À diferença e à diversidade
De cada etnia, cada minoria,
De cada espécie da comunidade
De seres vivos que na Terra ainda há,
Demarcação já!
Demarcação já!

Por um mundo melhor ou, pelo menos,
Algum mundo por vir; por um futuro
Melhor ou, oxalá, algum futuro;
Por eles e por nós, por todo mundo,
Que nessa barca junto todo mundo “tá”,
Demarcação já!
Demarcação já!

Já que depois que o enxame de Ibirapueras
E de Maracanãs de mata for pro chão,
Os yanomami morrerão deveras,
Mas seus xamãs seu povo vingarão,
E sobre a humanidade o céu cairá,
Demarcação já!
Demarcação já!

Já que, por isso, o plano do krenak encerra
Cantar, dançar, pra suspender o céu;
E indígena sem terra é todos sem a Terra,
É toda a civilização ao léu
Ao deus­-dará.
Demarcação já!
Demarcação já!

Sem mais embromação na mesa do Palácio,
Nem mais embaço na gaveta da Justiça,
Nem mais demora nem delonga no processo,
Nem retrocesso nem pendenga no Congresso,
Nem lengalenga, nenhenhém nem blablablá!
Demarcação já!
Demarcação já!

Pra que nas terras finalmente demarcadas,
Ou autodemarcadas pelos índios,
Nem madeireiros, garimpeiros, fazendeiros,
Mandantes nem capangas nem jagunços,
Milícias nem polícias os afrontem.
Vrá!
Demarcação ontem!
Demarcação já!

E deixa o índio, deixa o índio, deixa os índios lá.


Letra: Carlos Rennó
Música: Chico César
Direção: André Vilela D'Elia
Produção: Cinedelia
Assista também em: cinedelia.com

Artistas:
Ney Matogrosso
Maria Bethânia
Gilberto Gil
Djuena Tikuna
Zeca Pagodinho
Zeca Baleiro
Arnaldo Antunes
Nando Reis
Lenine
Elza Soares
Lirinha - José Paes de Lira
Leticia Sabatella
José Celso Martinez Corrêa
Tetê Espíndola
Edgard Scandurra
Zélia Duncan
Jaques Morelenbaum
Dona Onete
Felipe Cordeiro
Criolo
Marlui Miranda
BaianaSystem
Margareth Menezes
Céu

Com participação de:
Eduardo Viveiros de Castro
André Vallias
Ailton Krenak

sexta-feira, 3 de março de 2017

PALMIRA NOVAMENTE LIBERTADA



"Em 2 de março o Exército Sírio, apoiado pelas Forças Aeroespaciais russas, libertou a antiga cidade de Palmira do ISIS [Estado Islâmico], incluindo o aeroporto de Palmira. Militares sírios examinam a parte histórica de Palmira com o objetivo de desminar a cidade.

As Forças Democráticas Sírias (SDF), apoiadas pelos Estados Unidos, formadas principalmente pelas Unidades de Proteção do Povo do Curdistão (YPG) entregarão ao exército sírio vastas áreas ao oeste da cidade de Manbij, no norte da Síria, de acordo com uma declaração divulgada pelo chamado Conselho Militar. O SDF quer usar as tropas do exército sírio como uma barreira contra os grupos militantes apoiados pela Turquia no norte da Síria e refere que esta decisão foi tomada após conversações com a 'Rússia', com o objetivo de usar as capacidades militares e diplomáticas russas e sírias para se defender da Turquia .

Apenas em agosto de 2016, Talal Silo, porta-voz do SDF, havia afirmado que os EUA eram o único parceiro do SDF e o grupo não iria coordenar os esforços anti-ISIS ou mesmo negociar com qualquer outra parte sem um sinal dos americanos. Parece que a SDF/YPG mudou radicalmente sua atitude em março de 2017, depois que ficou claro que umas poucas fotos de tropas das Forças Especiais dos EUA não foram suficientes para impedir que a Turquia visasse apoderar-se de Manbij e Tell Rifat.

A Turquia vê o YPG como apenas um ramo do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), com o qual a Turquia tem estado em guerra quase continuamente desde 1984. Por sua vez, o PKK pretende estabelecer um estado curdo independente no sul da Turquia. Ainda não há relatórios oficiais sobre as áreas que o exército sírio controlará no campo de Manbij. No entanto, existem duas opções:

1) O exército sírio ocupa as aldeias ao oeste de Manbij. Neste caso, as forças lideradas pela Turquia só poderão atacar Manbij desde Jarabulus se quiserem evitar o confronto com a aliança russo-sírio-iraniana.

2) Ou o exército sírio ocupa as aldeias a oeste e ao norte de Manbij, impedindo possíveis operações militares turcas em ambas as direções.

Em qualquer caso, um problema permanecerá. As forças lideradas por Ancara ainda poderão atacar o YPG/SDF em Tell Rifat. Nos últimos meses, houve negociações entre o governo e o YPG na região, mas as fontes do YPG negam prontamente que qualquer acordo tenha sido alcançado.

Enquanto isso, as Forças Tigres do exército sírio libertaram do ISIS as localidades de Alisah, Um Al-Amad, Barlin, Abu Tawil, Rahmaniya, Qaziqli e alguns pontos próximos na província."

https://southfront.org/syrian-war-report-march-3-2017-us-backed-forces-surrender-wide-areas-near-manbij-to-syrian-army/


O exército sírio move-se livremente através de Palmira após a libertação da cidade do Estado Islâmico - Ruptly TV


Publicado em 3 de março de 2017

"Filmes da sexta-feira [hoje] mostram tropas do Exército Árabe Sírio (SAA) andando pelas ruínas antigas e dirigindo pelas ruas de Palmira, que na quinta-feira foi retomada do auto-proclamado Estado Islâmico (ISIS) pelo exército sírio, apoiado Pela Força Aérea Russa.

Com a cidade completamente limpa de militantes do ISIS, as tropas do governo tomaram colinas estratégicas ao sul da cidade, continuando com sua ofensiva para o leste.

Palmira, um Patrimônio Mundial da UNESCO, foi tomada pelo ISIS em 2015. O governo sírio libertou a cidade dos terroristas do ISIS em março de 2016, mas perdeu-a novamente alguns meses depois. Ao apoderar-se da cidade pela segunda vez, o ISIS destruiu parte do teatro romano e o lendário Tetrapylon."

https://ruptly.tv/live-event/57582






ATUALIZAÇÃO EM 14 DE MARÇO:

OPERAÇÃO ANTI-ISIS NA ÁREA RURAL DE PALMIRA



"O Exército sírio e as Forças de Defesa Nacional (NDF), apoiadas pelas Forças Aeroespaciais russas, retomaram uma central elétrica localizada ao sul da antiga cidade de Palmira, dos terroristas do ISIS. Então o exército e o NDF avançaram mais contra as unidades do ISIS, retomando Jabal al-Amriyah, Sabkhat Muh e os silos de Palmira.

Estes avanços visam formar uma zona de contenção maior em torno de Palmira, que permitiria proteger a área e prevenir contra-ataques do ISIS contra a antiga cidade.

O objetivo de médio prazo das tropas governamentais na área é garantir uma série de campos de gás e petróleo ao longo da rodovia Homs-Palmira e em torno da antiga cidade. Em caso de sucesso, isso permitiria ao governo aliviar a crise de combustível e energia nas áreas sob seu controle.

Enquanto o objetivo estratégico do exército sírio é chegar a Deir Ezzor, o exército sírio pode optar por proteger a estrada Al-Salamiyah-Palmira. Se o triângulo Al-Salamiyah-Homs-Palmira for assegurado pelo exército e seus aliados, o governo assumirá o controle dos campos de gás e petróleo localizados na área e protegerá o flanco sul do grupo militar implantado em Palmira. Este é um passo importante que contribuirá significativamente para o tão esperado avanço sobre Deir Ezzor.

Enquanto isso, as Forças Tigres do exército sírio liberaram Humaymah al-Kabira e Humaymah Saghira na província de Alepo, aumentando ainda mais a pressão sobre as unidades do ISIS em Deir Hafer e na Base Aérea de Jahar.

Os terroristas do grupo Hayat Tahrir al-Sham lançaram um ataque contra as aldeias de Fuah e Kafraya, na província de Idlib.

O Hayat Tahrir al-Sham apoderou-se do monte Umm A'anoun em uma tentativa de cortar a estrada entre duas aldeias. A intensificação das operações de Hayat Tahrir al-Sham contra as forças governamentais na área indicam que o Hayat Tahrir al-Sham e o Ahrar al-Sham resolveram uma grande parte de suas desavenças e fariam uma tentativa de unir-se em batalha contra o governo sírio, apesar de declarações sobre sua adesão ao cessar-fogo."

https://southfront.org/syrian-war-report-march-14-2017-anti-isis-operation-in-palmyra-countryside/



Uma entrevista com Theo Padnos, um jornalista americano que foi mantido em cativeiro por dois anos (2012 - 2014) por terroristas da Frente Al Nusra, também conhecida como Al-Qaeda na Síria.


Publicado em 1 de março de 2017

"Eles estão assassinando pessoas nas ruas, eles estão empregando crianças como torturadores. Eles estão lá destruindo a sociedade.

"... Alguns deles estão interessados ​​em dinheiro, alguns deles estão interessados ​​no poder, alguns deles amam suas armas. Eles estão se divertindo muito com a Jihad (...) Eles têm acesso a essas caminhonetes chiques, têm comida grátis... "Eles estão construindo um verdadeiro arquipélago prisional ali, para os seus prisioneiros, e realmente para qualquer um de quem eles não gostam."

"Um incrível eixo de poder para muitos jovens que não tiveram nada na maior parte de suas vidas - é um cenário perigoso que se está desdobrando lá nas partes do país que o governo não controla."

"- O regime de Assad? Neste momento, há cerca de 16 milhões de pessoas que vivem em segurança. As escolas funcionam, as universidades funcionam, os hospitais funcionam, há polícia de trânsito nas ruas. Ouça, não é a Suíça - não é uma sociedade perfeita - eu acho que eles próprios reconhecem isso. Qualquer um que queira paz na Síria reconhecerá e respeitará a paz que eles têm no momento e não irá degradá-la e danificá-la de jeito algum - o que a administração Obama fez, enviando mísseis e todo tipo de armamento para os 'rebeldes' - o que eu penso que foi uma desgraça porque destruiu tal paz, como havia ".

"Permanece uma situação em que existem enclaves rebeldes e estes enclaves rebeldes não são pacíficos, é claro que não. Eles estão sendo destruídos. Olha, é uma guerra civil. Os enclaves rebeldes - apenas uma minoria da população vive lá, a maioria dos sírios estão vivendo uma paz relativa sob o regime de Assad. Sim, isso é preferível aos bombardeamentos e às crucificações nas ruas que estamos vendo, ao assassinato de cidadãos, à tortura e ao aprisionamento aleatórios, que é o que eles [os terroristas rebeldes] estão fazendo."

http://thesaker.is/between-erdogan-and-eurovision-2017/


terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

NASRALLAH AGRADECE A TRUMP



12/2/2017, nos funerais do Xeique Hussein 'Obaid [excerto, trecho final]

"Último ponto: na 5ª-feira [16/2], se Deus nos der vida, falaremos especificamente da situação regional, mas permitam-me agora dizer apenas uma palavra aos que, nas últimas semanas, têm dito e escrito (vi muitas declarações) segundo as quais o Hezbollah estaria inquieto, o Hezbollah estaria intimidado, que o Hezbollah estaria assustado. Do que estavam falando? Sim, precisamente: Trump assumiu o governo. Trump lá está. Sim, mas... e daí? Onde estaria a novidade?

Mais uma vez, como disse Sua Eminência, o Guia Said Khamenei – que Deus prolongue sua nobre vida –, a única coisa que mudou é que, antes, lá estava alguém que cobria o rosto com um véu de hipocrisia [Obama]. Um véu de hipocrisia. Aquele que lhe fala em tom convivial, que lhe deseja Feliz Ano Novo, mas... por trás, o que faz? Impõe-lhe sanções, faz guerra internacional contra você e os seus, golpeia mil vezes, mata milhares de civis, e apoia, oferece meios e implica-se diretamente em guerras como a guerra contra o Iêmen, onde centenas de milhares de pessoas foram mortas, feridas, sitiadas, entregues à fome e a maus tratos.

Aquele que apoia regimes despóticos como no Bahrain, na Arábia Saudita e por toda parte. Aquele que lhes faz todo o mal possível, que criou contra vocês o Daech [Estado Islâmico], para lançar imundície sobre a religião de vocês, o Profeta de vocês, o Alcorão, para que o Daech faça correr o sangue de vocês, capture suas mulheres, destrua a sociedade e o país de vocês. Mas ele fala em voz jovial, e todos contam com que nosso coração arda por ele, porque a pele dele é negra.

A única coisa positiva é que, agora, lá está um homem que pôs de lado a hipocrisia – e por isso Sua Eminência, o Imã Líder [Khamenei] disse que todos devemos agradecer a Trump, porque revelou sem máscaras a verdadeira face do governo norte-americano racista, cruel, criminoso, assassino, sanguinário, que reprime todas as liberdades, que se apodera das riquezas de outros povos, que conspira sem descanso contra povos já oprimidos.

Muito agradecidos! Não estamos incomodados! Estamos reconhecidos pelo que Trump faz. Porque, depois de Trump ter assumido o governo dos EUA, pode-se afinal ver a verdadeira cara do governo dos EUA. Afinal, os povos sempre enganados, cujo discernimento foi obscurecido e distorcido, podem realmente compreender o governo dos EUA.

Quanto ao medo, é coisa que deixamos longe, para trás, que [o Hezbollah] já revolucionamos há muito tempo.

A todos que escrevem, discursam, pensam, analisam, eu lhes falo [em nome] dos cabelos brancos do Xeique Hussein 'Obaid, um dos grandes fundadores do Hezbollah em 1982: estávamos aqui em 1982, e estamos aqui hoje, em 2017.

Em 1982, éramos só um punhado de crentes oprimidos, temerosos do instante em que seríamos capturados por nossos adversários [cf. Alcorão, VIII, 26]. O exército israelense, então invencível, ocupava metade do Líbano. Havia no Líbano 100 mil oficiais e soldados israelenses. 25 mil oficiais e soldados norte-americanos, franceses, britânicos e italianos, todos no Líbano, ao lado dos israelenses.

Tínhamos problemas internos no Líbano, e no mar lá estavam o encouraçado New Jersey e outros... E nós éramos apenas um punhado, nós e os membros de outras facções e partidos da Resistência. E não tínhamos medo. Nem nos sentíamos inquietos.

Não hesitamos. Nossa causa sempre foi clara e certa. Depois? Depois? Depois veio George Bush, com seus exércitos, outra vez, com os encouraçados, para agredir países, empurrando Israel para uma guerra contra nós. Nem por isso ficamos inquietos, ou assustados. E não hesitamos.

Sempre tivemos certeza de que Deus nos garantiria a vitória. Essa vitória que Deus nos prometeu em Seu Livro, e que o Imã Khomeini nos prometeu, ao Xeique Hussein 'Obaid, a Said Abbas, na casa dos irmãos [fundadores do Hezbollah], quando foram ver o Imã, nos primeiros passos da criação do movimento, quando o Imã Khomeini lhes confirmou que a Resistência era a única escolha possível.

E lhes disse também que nunca esperassem ajuda de ninguém, nem dos nossos [o Irã], nem de qualquer outra força desse mundo. Contem só com vocês mesmos. Cumpra, cada um, a tarefa que lhe for atribuída.

E naquele dia, como o atestam os documentos, naquele dia, quando muitos no mundo árabe e islâmico acreditavam que começara para o Líbano uma era israelense, o Imã Khomeini disse às nove pessoas [do Hezbollah] ali presentes, entre os quais Said Abbas al-Musawi (secretário-geral do Hezbollah, antes de Nasrallah) e o Xeique Hussein 'Obaid: 'Se vocês resistirem, vejo a vitória gravada nas suas frontes.'

Essa vitória foi afinal concretizada em 1985 [quando os israelenses foram forçados a se retirar do sul do Líbano]; em 2000, em 2006, e outra vez se concretiza hoje na Síria. E também se concretizará no Iêmen se Deus quiser.

Nem Trump, nem o pai de Trump, nem o avô de Trump, nem George Bush, nem o pai de George Bush, nem o avô, nem qualquer desses racistas terão como fazer frente à coragem, à vontade, à determinação ou à fé dos nossos filhos, muito menos de nossos homens adultos e dos nossos anciãos.

Por isso não estamos de modo algum inquietos. Estamos, isso sim, muito otimistas, porque agora a Casa Branca é ocupada por um imbecil do tipo de imbecil que se envaidece da própria estupidez. E aí está o começo da libertação para os oprimidos do mundo.

Que Deus tenha misericórdia do nosso grande e amado Xeique [Hussein 'Obaid], cuja triste perda choramos hoje, e o acolha em seu vasto Paraíso e o ressuscite com os mártires, e que a Paz de Deus, a misericórdia e as bênçãos de Deus estejam com vocês."

Trad. Vila Vudu

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

MANIFESTO DA FRENTE NACIONAL PELA LIBERTAÇÃO DA LÍBIA

Agência de Notícias Jamahiriya - 09/01/2017

Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso!

"E agarrai-vos todos à aliança com Deus e não vos dividais." (3:103)

"Sentindo a nossa responsabilidade histórica e nacional de manter a Pátria e a dignidade do seu Povo e de trabalhar para transmiti-la às futuras gerações, livre, digna e prestigiosa como a herdamos de nossos pais e avós que se sacrificaram em lutas heróicas e imortais para seu bem;

Conscientes da conspiração e dos perigos que infligiu ao país, e provocou o colapso de suas instituições, levou à dominação pelo terrorismo das articulações do Estado e sua disseminação por todo o país, minando a segurança e a paz social, transformando-o em um campo de conflitos regionais e internacionais que degradaram a sua unidade, riqueza e segurança; produziu um estado falido e uma sociedade em conflito; desarraigou o seu Povo em deslocados e refugiados; saqueou sua riqueza; lançou as fundações para semear a discórdia entre suas cidades e tribos; e disseminou o discurso do ódio que atingiu mortalmente o tecido social;

E desejosos de atravessar com a Pátria em direção à segurança, crescimento e construção, longe da linguagem das lutas internas, marginalização e exclusão;

Anunciamos o lançamento do trabalho popular organizado, no país e no estrangeiro, da Frente Popular pela Libertação da Líbia, uma estrutura nacional de luta que reúne todos os ativistas líbios para libertar o país do controle das organizações terroristas que usam a religião como cobertura e são unidas pelo fato de serem agentes do estrangeiro, e da influência das milícias criminosas; e para trabalhar na construção de um Estado nacional soberano, e manter sua independência, segurança e prestígio por meio de instituições legítimas. Um Estado com cidadãos unidos pelo vínculo da cidadania, com direitos e deveres, respeitando as diferenças e a diversidade. Um Estado de Direito, onde o povo líbio tenha a prerrogativa de escolher livremente o seu sistema político e de construir uma economia avançada moderna que dependa do seu potencial latente, pelo desenvolvimento dos seus recursos naturais, materiais e humanos, segundo um plano de desenvolvimento abrangente que ultrapasse a realidade miserável para abrir perspectivas e esperanças de uma economia próspera que traga felicidade e prosperidade para o nosso grande Povo.

Ó pacientes lutadores pela liberdade, Filhos do nosso Povo! Esqueçam suas desavenças. Unam suas fileiras. Superem seus ressentimentos. Unamo-nos à Frente Popular pela Libertação da Líbia, a inclusiva organização de luta nacional onde se fundem todas as energias sinceras da Nação... Juntos pelo bem-estar, prosperidade, liberdade e justiça social da Líbia.

Que a paz esteja com vocês."

A Frente Popular para a Libertação da Líbia

Montanhas Ocidentais - 25/12/2016 (26/3 do Ano da Hégira de 1438)

https://jamahiriyanewsagency.wordpress.com/2017/01/09/founding-declaration-of-the-popular-front-for-the-liberation-of-libya/






ENQUANTO ISSO...

(EM ALGUM LUGAR DA FRONTEIRA SÍRIA-IRAQUE)


-- COLIN, JÁ CHEGA. VAMOS SER ANIQUILADOS.

-- NÃO SEJA IDIOTA, ABU HAMZA. NÓS VAMOS VENCER ESTA BATALHA.



-- O QUE VOCÊ QUER DIZER COM "VENCER"? ESTAMOS CERCADOS PELO INIMIGO. SEREMOS MORTOS A QUALQUER MINUTO.

-- ACALME-SE. TENHO UMA ARMA SECRETA. NUNCA FALHOU, NEM VAI FALHAR AGORA. CONFIE EM MIM. O INIMIGO NÃO TEM NENHUMA CHANCE.












-- ENTÃO O QUE VOCÊ VAI FAZER, PEDIR PARA ALÁ MANDAR SOBRE ELES UM RAIO DO CÉU AZUL?

-- NÃO SEJA RIDÍCULO. ALÁ NÃO FARÁ ISSO...































... OUTRA PESSOA O FARÁ. ALÔ FORÇA AÉREA? PRECISAMOS QUE VOCÊS BOMBARDEIEM ACIDENTALMENTE AS PESSOAS ERRADAS, DE NOVO.

-- SEM PROBLEMAS, COLIN. LÁ VAI UM ATAQUE AÉREO AGORA MESMO!


https://piazzadcara.wordpress.com/2017/01/10/the-great-big-isis-movie-extravaganza-part-xxxii/

https://libyaagainstsuperpowermedia.org/


INTERESSANTE ENTREVISTA (c/ legendas Ingl.)


Publicado em 25/01/2017

http://thesaker.is/congresswoman-tulsi-gabbard-interviewed-after-her-trip-to-syria/


SOBRE A LIBERTAÇÃO DE ALEPO


Publicado em 22 de dezembro de 2016

"Uma versão que você nunca verá na mídia dominante pró-Al-Qaeda. Eles querem lhe dizer que Alepo 'caiu'. Alepo não caiu, ela se levanta como uma Fênix! Uma vitória tão histórica quanto a de Stalingrado. Graças a todos aqueles que nos apoiaram e aos heróis que resistiram!"