sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

PUTIN, A TURQUIA E O TERRORISMO




03/12/2015 - MOSCOU, Rússia (Kremlin) - De acordo com a tradição, Vladimir Putin fez seu discurso presidencial anual à Assembléia Federal no Salão de São Jorge no Kremlin, diante de uma audiência de mais de 1.000 pessoas.

Estavam presentes membros do Conselho da Federação, deputados da Duma [Parlamento], membros do governo, os chefes dos Tribunais Constitucional e Supremo, governadores regionais, chefes de assembleias legislativas regionais, líderes das confissões religiosas tradicionais da Rússia, figuras públicas, incluindo presidentes das câmaras públicas regionais e os dirigentes dos maiores mídia russos.

Vladimir Putin, Presidente da Rússia (excerto): "Cidadãos russos, membros do Conselho da Federação, deputados da Duma,

Permitam-me começar a minha intervenção expressando a nossa gratidão aos soldados russos que lutam contra o terrorismo internacional.

Hoje, no Salão de São Jorge, um salão histórico da glória militar russa, temos conosco pilotos de caças e representantes das Forças Armadas que participam da operação anti-terrorista na Síria.

Gelena Peshkova e Irina Pozynich, que perderam seus maridos na guerra contra o terrorismo, também estão entre nós. Eu lhes participo meu mais profundo respeito, assim como aos pais dos nossos heróis.

Peço que nós honremos a memória de todos os soldados que deram suas vidas no cumprimento do seu dever, e a memória de todos os cidadãos russos que foram vítimas do terrorismo.

(Momento de silêncio)

Caros colegas,

A Rússia está há muito tempo na vanguarda da luta contra o terrorismo. É uma luta pela liberdade, a verdade e a justiça, pela vida das pessoas e pelo futuro de toda a civilização.

Sabemos o que é a agressão do terrorismo internacional. A Rússia o enfrentou em meados da década de 1990, quando o nosso país, a nossa população civil sofreu ataques cruéis. Nós nunca esqueçeremos os reféns de Budennovsk, Beslan e Moscou, os ataques implacáveis ​​contra edifícios residenciais, o descarrilamento do Expresso Nevsky, as explosões no metrô de Moscou e do aeroporto de Domodedovo.

Essas tragédias causaram milhares de vítimas. Nós as choramos ainda, e sempre estaremos em luto ao lado dos seus.

Levou quase uma década para finalmente quebrar a espinha dorsal desses extremistas armados. Nós quase conseguimos expulsar os terroristas da Rússia, mas ainda estamos combatendo os terroristas clandestinos remanescentes. Esse mal ainda existe. Há dois anos, dois ataques foram cometidos em Volgogrado. Recentemente um avião de passageiros russo sofreu um atentado sobre o Sinai.

O terrorismo internacional nunca será derrotado por um único país, especialmente em uma situação onde as fronteiras são praticamente abertas, e quando o mundo está passando por um novo período de reassentamento das populações, enquanto os terroristas têm apoio financeiro regular.

O terrorismo é uma ameaça crescente hoje. O problema do Afeganistão não foi resolvido. Lá a situação é alarmante e não nos traz otimismo, enquanto alguns países relativamente pacíficos e estáveis ​​do Oriente Médio e do Norte da África - Iraque, Líbia e Síria - estão agora imersos em um caos e anarquia que representam uma ameaça para todo o Mundo.

Todos nós sabemos por que isso aconteceu. Nós sabemos quem decidiu derrubar regimes indesejados ​​e brutalmente impor suas próprias leis. Aonde chegaram? Eles causaram convulsão, destruíram as instituições estatais dos países, jogaram parte da população contra a outra e, em seguida, 'lavaram as mãos', abrindo o caminho para milícias armadas radicais, extremistas e terroristas.

Os milicianos armados na Síria são uma ameaça particularmente grave para a Rússia. Muitos deles são cidadãos da Rússia e dos países da CEI [Comunidade de Estados Independentes]. Recebem dinheiro e armas e se fortalecem dia a dia. Se eles se tornarem fortes o suficiente para prevalecerem na Síria, vão voltar para os seus países de origem para semear o medo e o ódio, para explodir, matar e torturar pessoas. Nós temos que combatê-los e eliminá-los lá onde eles estão, longe das nossas casas.

É por isso que decidimos lançar uma operação militar com base em um pedido oficial das legítimas autoridades sírias. Os nossos soldados estão lutando na Síria pela Rússia, pela segurança dos cidadãos russos.

O exército e a marinha russa demonstraram de forma convincente sua prontidão para o combate e suas capacidades ampliadas. As modernas armas russas provaram ser eficazes, e a experiência inestimável que constitui a sua utilização em condições de combate é analisada e será usada para melhorar ainda mais as nossas armas e nosso equipamento militar. Somos gratos aos nossos engenheiros e demais trabalhadores da nossa indústria de defesa.

A Rússia tem demonstrado uma enorme responsabilidade e liderança na luta contra o terrorismo. O povo russo apoiou estas ações decisivas. A forte posição tomada pelo nosso povo vem de sua profunda compreensão do perigo absoluto do terrorismo, de seu patriotismo, de suas altas qualidades morais e de sua convicção de que devemos defender nossos interesses nacionais, nossa história, nossas tradições e nossos valores.

A comunidade internacional deve tirar lições do passado. Os paralelos históricos ​​nesta situação são inegáveis.

A relutância [do Ocidente] em unir forças contra os nazistas no século 20 custou-nos milhões de vidas durante a guerra mais sangrenta na história da Humanidade.

Hoje novamente encontramos-nos diante de uma ideologia destrutiva e bárbara e não devemos permitir que essas forças obscuras da era moderna atinjam seus objetivos.

Temos que acabar com as nossas querelas e esquecer as nossas diferenças para construirmos uma frente comum anti-terrorismo, que aja em conformidade com o direito internacional e sob a égide das Nações Unidas.

Cada país civilizado deve contribuir com a luta contra o terrorismo, reafirmando a sua solidariedade, não em palavras, mas em atos.

Isto significa que os terroristas não devem encontrar refúgio em lugar nenhum. Não deve existir um duplo padrão. Nenhum contato com organizações terroristas. Nenhuma tentativa de usá-los para os próprios fins. Nenhuma transação criminosa com terroristas.

Sabemos quem enche os bolsos na Turquia e permite que os terroristas prosperem com a venda do petróleo que roubam da Síria. Os terroristas utilizam esses fundos para contratar mercenários, comprar armas e planejar ataques terroristas desumanos contra cidadãos russos e contra civis na França, Líbano, Mali e outros países. Lembremos-nos de que os extremistas armados que operaram no Cáucaso do Norte nos anos 1990 e 2000 procuraram refúgio e receberam ajuda moral e material da Turquia. Eles ainda estão lá.

No entanto, o povo turco é generoso, trabalhador e capaz. Temos muitos bons amigos de confiança na Turquia. Permitam-me enfatizar que eles devem saber que não os igualamos à parcela da elite governante atual que é diretamente responsável pela morte de nossos soldados na Síria.

Nós nunca esqueceremos o seu conluio com os terroristas. Sempre consideramos a traição como o pior e mais vergonhoso ato que pode ser cometido, e isso nunca vai mudar. Eu quero que eles se lembrem disso - aqueles que na Turquia dispararam contra nossos pilotos pelas costas, esses hipócritas que tentaram justificar suas ações e proteger os terroristas.

Eu nem mesmo entendo por que eles fizeram isso. Qualquer discordância que pudesse haver, qualquer problema, qualquer desacordo, que desconhecíamos completamente, poderia ter sido resolvido de maneira diferente. Além disso, estávamos prontos a cooperar com a Turquia em todas as questões mais sensíveis que ela levantasse; estávamos prontos para ir mais longe, até mesmo aonde seus aliados recusaram-se a ir. Só Alá sabe, eu suponho, porque eles fizeram isso. E, sem dúvida, Alá decidiu punir a classe dominante da Turquia, privando-a do seu discernimento e da sua razão.

Mas se eles esperavam de nós uma reação nervosa ou histérica, se eles queriam que nos tornássemos um perigo para nós mesmos e para o Mundo, eles não obterão nada desse tipo. Eles não vão receber qualquer resposta visando impressionar a galeria ou mesmo obter algum ganho político imediato. Nada disso.

Nossas ações são sempre orientadas principalmente pela responsabilidade - para nós mesmos, para o nosso país, para o nosso povo. Nós não vamos tinir os sabres. Mas se alguém pensa que pode cometer um crime de guerra hediondo matando os nossos cidadãos, e escapar sem sofrer nada mais que um embargo sobre as importações de tomates ou algumas restrições na construção ou outras indústrias, realmente está iludido. Nós vamos lembrá-los do que fizeram, mais de uma vez. Eles vão se arrepender. Nós sabemos o que se deve fazer.

Mobilizamos as nossas forças, os nossos serviços de segurança, nossa polícia e órgãos de justiça, para repelir a ameaça terrorista. Todos devem estar cientes de sua responsabilidade, incluindo as autoridades, partidos políticos, organizações da sociedade civil e da mídia.

A força da Rússia encontra-se no livre desenvolvimento de todos os seus povos, na sua diversidade, na harmonia de culturas, línguas e tradições, no respeito mútuo e diálogo entre todas as religiões, incluindo cristãos, muçulmanos, judeus e budistas.

Devemos resistir firmemente a qualquer manifestação de extremismo e de xenofobia, defendendo nossa concórdia étnica e religiosa, que é o fundamento histórico da nossa sociedade e do Estado russo.[…]"

Fonte: http://en.kremlin.ru/events/president/news/50864

Tradução p/ o Francês: Salah Lamrani (http://sayed7asan.blogspot.fr)

http://allainjules.com/video-sous-titree-vladimir-poutine-allah-a-aveugle-la-clique-dirigeante-en-turquie/

domingo, 15 de novembro de 2015

ASSAD E OS ATENTADOS EM PARIS


Publicado em 14 de novembro de 2015

Em entrevista aos jornalistas após a reunião com uma delegação francesa, incluindo parlamentares, intelectuais e homens de mídia, chefiada pelo membro da Assembleia Nacional francesa Thierry Mariani, o Presidente al-Assad declarou, em resposta a uma pergunta sobre sua reação ao que aconteceu em Paris na sexta-feira:

"Em primeiro lugar, nós oferecemos nossas condolências às famílias francesas que perderam membros queridos ontem, e nós somos as pessoas mais próximas para entender esta situação que aconteceu ontem na França, porque temos sofrido esse tipo de terrorismo durante os últimos cinco anos na Síria. E o que aconteceu na França ontem não pode ser separado do que aconteceu em Beirute há dois dias, porque isso é terrorismo. É por isso que você não deve olhar para o terrorismo como em arenas distintas, como olhar para arenas na Síria, Iêmen, Líbia ou França. Na verdade, é só uma arena, no Mundo todo."

Questionado se os serviços de inteligência sírios têm qualquer indicação ou informação sobre de onde na Síria as pessoas que cometeram esse ato vieram, ou se tinham contato com qualquer grupo na Síria, o presidente respondeu:

"Não, não temos qualquer informação sobre o que aconteceu, mas não se trata de nomes, ou quem foi ou não. Nós avisamos há três anos do que aconteceria na Europa, e dissemos para não mexerem com a 'falha geológica' na Síria, pois criariam como um terremoto que reverberaria em todo o Mundo, e, infelizmente, os mandatários europeus não deram atenção ao que dissemos. Eles pensaram que nós estávamos ameaçando, e não aprenderam com o que aconteceu no início deste ano com o [atentado ao] Charlie Hebdo."

Assad acrescentou que "Apenas declarar que você é contra o terrorismo não significa nada. Você tem que ir e lutar contra o terrorismo, você tem que seguir as políticas corretas e apropriadas, é o que eles têm que fazer."

À pergunta se a Síria está pronta para lutar ao lado da França contra o terrorismo e ajudar os serviços de inteligência franceses se eles pedirem, o presidente Assad respondeu: "Eles não têm que pedir; só têm de ser sérios. Aí então nós estaremos prontos para lutar contra o terrorismo juntamente com eles. Estamos prontos para lutar contra o terrorismo com quem realmente queira lutar contra o terrorismo, e o governo francês não é sério ainda."

Convidado a enviar uma mensagem ao presidente francês François Hollande, o presidente al-Assad admoestou: "Trabalhe para o bem e o interesse do seu povo. E a pergunta que qualquer francês faria hoje: se a política francesa durante os últimos cinco anos fez algum bem para o povo francês? Na verdade não. Então, a primeira coisa a fazer é trabalhar para o interesse do povo francês, e se ele quiser fazer isso, terá que mudar sua política."

Questionado sobre a condição para o governo sírio e o governo francês trabalharem em conjunto, ou para os serviços de inteligência sírios trabalharem com os serviços de inteligência franceses, o presidente Assad explicou: "Você não pode falar sobre cooperação de inteligência sem cooperação política. Você não pode falar sobre a cooperação de inteligência, a fim de lutar contra o terrorismo enquanto suas políticas, as políticas do mesmo governo, são de apoio ao terrorismo. Isto é o que eu quero dizer com ser sério."

http://thesaker.is/president-bashar-al-assad-on-paris-attacks-interview-english-subtitles/







sábado, 7 de novembro de 2015

MANDELA DEFENDE KADAFI



"Neste antigo vídeo, Nelson Mandela brilhantemente esbofeteia um fantoche da CIA tipo Anistia Internacional, e diz que o coronel Kadafi apóia os direitos humanos com ações, e não apenas com palavras. Também elogia Fidel Castro e Yasser Arafat."

https://www.youtube.com/watch?v=vn1VSZEkNB0  - Publicado em 30 de out de 2015


Aqueduto para o Paraíso

Documentário de um tal Winfried Spinler sobre o Grande Rio Artificial, apresentado no festival de Hollywood de 2001. A narração é anti-islâmica e reacionária, cheia de supostas ironias, mas não consegue ocultar a grandeza e a importância do projeto, nem o extremado apoio popular a Kadafi.



"Nosso amado coronel e Irmão Líder realizou o milagre que todos os especialistas diziam ser impossível. Ele transformou o deserto em campos verdes, construindo o maior projeto humanitário de todos os tempos, o Grande Rio Artificial. Enquanto os regimes dos EUA, Inglaterra e França desperdiçam a riqueza de seus povos em guerras estrangeiras ilegais, fazendo as pessoas sofrerem de pobreza e desespero, Kadafi usou a riqueza da Líbia para enriquecer as pessoas e dar-lhes felicidade e segurança."

https://vimeo.com/21460064


INTERESSANTE COMENTÁRIO DE UM MILITANTE DA RESISTÊNCIA SOBRE A SITUAÇÃO NA LÍBIA, EM http://libyaagainstsuperpowermedia.org/ (em Espanhol)

"Te envío el Informe del Secretario General de la ONU sobre la Misión de Apoyo de las Naciones Unidas en Libia del 13 de agosto de 2015, que será de tu interés. Es curioso que en lo que se refiere al 'Proceso del diálogo político' (puntos 4 al 19) sólo se refiere a los líderes de las tribus libias en el punto 17 que informa de la reunión de El Cairo del 25 al 28 de mayo, y de manera muy escueta. Aún más curioso resulta que en el original inglés, a pié de página se admite que 'por razones técnicas' el 19 de agosto se ha rehecho el informe del 13 de agosto; bien, pues la única diferencia entre ambos informes (que los pude localizar en la red y también te los mando) es que el primer informe no incluye este punto 17, por lo demás ambos informes en inglés son idénticos hasta en puntos y comas. Con esto quiero decir que me parece que el asunto de los representantes de las tribus libias es un punto sensible para los onunistas y otanistas. Parece bien claro que es el único elemento que puede conseguir la unidad necesaria y la fuerza para acabar con el caos libio, eso lo vemos tu y yo, y lo deben ver también así estos tipejos; también históricamente ha sido siempre así, porque la sociedad libia, como tú me has enseñado, tiene esa estructura tribal. Por eso el informe, redactado por los que quieren una paz colonial al servicio de la explotación y usurpación de los recursos libios, se dedica a hablar poniendo en pie de igualdad a las múltiples facciones y bandas, como si fueran sujetos con los que se pudiera y debiera establecer un legítimo diálogo, sin reflejar ningún esfuerzo ni motivación del organismo onuniano por acercarse a las posturas de los que son la verdadera llave para cualquier solución del problema y que son los consejos de los representantes de las grandes tribus libias. Mala solución tiene el asunto, solo le veo dos salidas a largo plazo. Una, que las tribus negocien sabiendo que se impondrá una paz colonial y que esperen su oportunidad, cuando hayan acabado con las bandas y el caos; pero, en esta primera fase, deben dejar bien claro que los otanistas no se llevarán pacíficamente ni una gota del petróleo que tanto quieren si no hay paz para todos y se recupera el ritmo de la sociedad civil; más adelante, las semillas de la revolución verde volverán a germinar y habrá que echar al nuevo rey colonial de turno y a las tropas burguesas que se hayan afincado en el país. La otra posibilidad es la resistencia continua hasta que una nueva estructura de relaciones internacionales surja, liderada quizás por dirigentes chinos y rusos, que sustituya a la presente 'comunidad internacional' arrogante y prepotente, avara y sanguinaria, que se halla en una clara histórica decadencia y enfrente de un probabilísimo derrumbe financiero."

http://libyaagainstsuperpowermedia.org/2015/11/07/un-is-worried-about-the-tribes-opinion/

Parece que corrigiram, pois o trecho aparece em Inglês e em Espanhol, como item 16:

16. Del 25 al 28 de mayo, el Gobierno de Egipto fue anfitrión de una reunión de un grupo de dirigentes tribales libios en El Cairo en apoyo del proceso general de diálogo.

http://www.un.org/es/comun/docs/?symbol=S/2015/624

16. From 25 to 28 May, the Egyptian Government hosted a meeting of a group of Libyan tribal leaders in Cairo to support the overall dialogue process.

http://www.un.org/en/ga/search/view_doc.asp?symbol=S/2015/624

Mas salta à vista o esforço do relatório em minimizar a importância do único evento, entre os mencionados, em que o Povo Líbio participou. Certamente essa reunião no Cairo não foi completamente omitida (como foram todas as reuniões do Conselho das Tribos em território líbio) apenas para não melindrar o Egito. Observe-se que a referência faz-se a "uma reunião de um grupo de dirigentes tribais" e não ao Conselho das Tribos da Líbia, e subentende-se que teria sido convocada pelo Egito, como "apoio" ao "processo geral de diálogo" promovido pela Missão da ONU, quando na verdade foi um encontro do Conselho das Tribos com a Resistência na diáspora.



BRASIL

LULA DETONA EM ENTREVISTA NA TELEVISÃO



terça-feira, 29 de setembro de 2015

PUTIN CONCLAMA A AJUDAR A JAMAHIRIYA


– DEMOROU !!!

"... É da máxima importância ajudar a restaurar as instituições de governo na Líbia, apoiar o novo governo do Iraque e prover ampla assistência ao governo legítimo da Síria."



http://thesaker.is/un-70th-general-assembly-live-vladimir-putin-speech/


Presidente Vladimir Putin

28/8/2015, Discurso à 70ª Assembléia Geral da ONU

(tradução não oficial – Vila Vudu – a partir do texto em
http://www.mcclatchydc.com/news/nation-world/world/article36860463.html)

Senhor Secretário-Geral,

Distintos chefes de estado e de governo,

Senhoras e senhores,

O 70º aniversário da ONU é boa ocasião para considerar a história e falar de nosso futuro comum.

Em 1945, os países que derrotaram o nazismo reuniram esforços para lançar fundações sólidas para a ordem mundial do pós-guerra. Permitam-me lembrar-lhes que as decisões chaves sobre os princípios que guiaram a cooperação entre estados e o estabelecimento da ONU foram tomadas em nosso país – em Yalta, na Criméia – onde se reuniram os líderes da coalizão anti-Hitler.

O sistema de Yalta nasceu de fato em ação. Nasceu ao custo de dez milhões de vidas e de duas guerras mundiais que varreram o planeta no século 20. Sejamos justos – o sistema de Yalta ajudou a humanidade a atravessar eventos turbulentos, muitas vezes dramáticos, das últimas sete décadas. E salvou o mundo de convulsões em grande escala. 

A ONU é única em sua legitimidade, representação e universalidade. É verdade que, em tempos recentes, a ONU tem sido amplamente criticada por supostamente não ser suficientemente eficiente e pelo fato de que a tomada de decisão em questões fundamentais resulta paralisada por diferenças insuperáveis – em primeiro lugar entre os membros do Conselho de Segurança.

Mas gostaria de lembrar que sempre houve diferenças na ONU ao longo desses 70 anos. O direito de vetar sempre foi exercido pelos EUA, pelo Reino Unido, pela França, pela China, pela União Soviética e pela Rússia em pés de igualdade.

É absolutamente normal que seja assim, numa organização representativa e tão diversa. Quando a ONU foi constituída, os fundadores de modo algum supuseram que sempre haveria unanimidade. De fato, a missão da ONU é buscar e alcançar consensos, sempre, claro, com concessões. A força da ONU advém de levar em consideração diferentes visadas e opiniões.

Decisões debatidas na ONU podem ser convertidas em Resolução, ou não. Como dizem os diplomatas, elas "passam ou não passam". E todas e quaisquer ações que um estado empreenda sem considerar esses procedimentos são ações ilegítimas, colidem com a Carta da ONU e desafiam a lei internacional.

Todos sabemos que, depois do fim da Guerra Fria, emergiu no mundo um centro de dominação. E então, os que se viram naquele momento no topo da pirâmide foram tentados a crer que, se somos tão fortes e excepcionais, então sabemos mais e melhor o que fazer, que o resto do mundo; assim sendo, por que, afinal, teríamos de reconhecer a ONU, a qual, em vez de automaticamente autorizar e legitimar decisões que pareçam necessárias, tantas vezes cria obstáculos ou, em outras palavras 'mete-se no caminho'?

Já se tornou lugar comum dizer que, no formato original, a organização tornou-se obsoleta e já teria cumprido sua missão histórica. 

Claro, o mundo está mudando, e a ONU tem de ser consistente com essa transformação natural. A Rússia está pronta a trabalhar com todos os parceiros, à base de consenso amplo, mas consideramos extremamente perigosas as tentativas para solapar a autoridade e a legitimidade da ONU. Podem levar ao colapso de toda a arquitetura das relações internacionais. Aí, não nos restariam outras leis, se não a lei do mais forte.

Poderíamos chegar a um mundo dominado pelo egoísmo, não pelo trabalho coletivo. Um mundo cada vez mais caracterizado pela violência, não pela igualdade e por democracia e liberdade genuínas. Um mundo no qual estados verdadeiramente independentes seriam substituídos por número crescente de protetorados de facto e territórios controlados de fora para dentro.

O que é, afinal, a soberania do Estado? A soberania tem a ver, basicamente, com liberdade e com o direito de cada pessoa, nação ou estado escolher livremente o próprio futuro.

Na mesma direção caminha a chamada legitimidade da autoridade do Estado. Não se deve brincar com elas, nem manipular as palavras. Na lei internacional, nos negócios internacionais, cada termo deve ser claro, transparente, interpretado por critério uniformemente compreendido por todos.

Todos somos diferentes. E todos devemos respeitar as diferenças. Ninguém tem de encaixar-se num único modelo de desenvolvimento que outro, em algum momento, tenha decidido, de uma vez por todas, e para todos, que seria o único modelo correto.

Todos devemos lembrar o que nosso passado nos ensinou. Também recordamos alguns episódios da história da União Soviética. 'Experimentos sociais' para exportação, tentativas de impor mudanças dentro de outros países baseadas em preferências ideológicas, quase sempre levaram a consequências trágicas e à degradação, não ao progresso.

Parece, contudo, que longe de aprender com os erros dos outros, tantos agora se põem, exatamente, a repeti-los. Por isso continua a exportação de revoluções, agora chamadas 'democráticas'.

Para ver que assim é, basta examinar a situação no Oriente Médio e Norte da África. Claro que naquela região os problemas sociais já se acumulavam há longo tempo. Claro que as pessoas queriam mudanças.

Mas no que realmente deu tudo aquilo? Em vez de promover reformas, uma interferência estrangeira agressiva resultou na visível destruição de instituições nacionais e, até, de estilos de vida. Em vez de algum triunfo da democracia e de mais progresso, o que obtivemos foi mais violência, mais miséria e um desastre social. E ninguém dá qualquer atenção a qualquer dos direitos humanos, inclusive ao direito de viver.

Não posso me impedir de perguntar aos que causaram essa situação: Os senhores dão-se conta do que fizeram? Mas temo que ninguém responderá minha pergunta. Na verdade, nunca foram abandonadas as sempre mesmas políticas baseadas na arrogância, na cega confiança na própria excepcionalidade e 'correspondente' total impunidade.

Já é agora óbvio que o vácuo de poder criado em alguns países do Oriente Médio e Norte da África levou à emergência de áreas de anarquia. As quais, imediatamente, passaram a encher-se de extremistas e terroristas. Dezenas de milhares de militantes combatem hoje sob os estandartes do chamado Estado Islâmico. Naquelas fileiras há ex-soldados iraquianos desmobilizados e jogados à rua depois da invasão do Iraque em 2003. Muitos dos recrutados também vêm da Líbia – país onde o próprio Estado foi destruído, na sequência de grosseira violação da Resolução n. 1.973 do Conselho de Segurança da ONU.

E agora as fileiras dos radicais são inchadas por membros de uma chamada 'oposição síria moderada', sustentada, mantida, por países ocidentais. Primeiro, os radicais são armados e treinados; imediatamente depois, desertam e unem-se ao Estado Islâmico.

Mas o próprio Estado Islâmico, ele tampouco surgiu do nada, de lugar algum. O Estado Islâmico foi forjado inicialmente como ferramenta a empregar contra regimes seculares indesejáveis. Em seguida, depois de ter estabelecido uma base no Iraque e na Síria, o Estado Islâmico pôs-se a se expandir ativamente para outras regiões. Agora busca dominar o mundo islâmico. E tem planos para avançar ainda além disso.

A situação é mais do que perigosa. Nessas circunstâncias, é atitude hipócrita e irresponsável pôr-se a fazer 'declarações' sobre a ameaça do terrorismo internacional, ao mesmo tempo em que os mesmos 'declarantes' fingem que não veem os canais por onde caminha o dinheiro que financia e mantém terroristas, inclusive o tráfico de drogas e o comércio ilícito de petróleo e de armas. Também é igualmente irresponsável tentar 'manobrar' grupos extremistas e pô-los a seu próprio serviço para que 'colaborem' na busca de objetivos políticos só dos supostos 'manobradores', na esperança de 'negociar com eles' ou, dito de outro modo, sob a certeza de que, depois, poderão matá-los facilmente.

Aos que têm procedido assim, gostaria de dizer: "– Caros senhores, não duvidem: os senhores estão lidando com gente dura e cruel, mas não são pessoas 'primitivas' ou 'atrasadas'. São exata e precisamente tão espertos quanto os senhores. Na relação com eles, ninguém jamais saberá quem manipula quem". Perfeita prova disso está nos dados recentes sobre destino final do armamento doado àquela oposição suposta 'moderada'.

Os russos acreditamos que qualquer tentativa de 'jogar' ou 'brincar' com terroristas – e de armar terroristas, então, nem fala! – não é só comportamento de pessoas sem visão, mas é criar pontos de alto risco de fogo, do tipo que iniciam grandes incêndios. É comportamento que pode resultar em aumento dramático na ameaça terrorista, e que se alastre para outras regiões – dado, especialmente, que o Estado Islâmico reúne em seus campos de treinamento militantes de muitos países, inclusive de países europeus.

Infelizmente, a Rússia não é exceção. Nós não podemos deixar que esses criminosos que já provaram o cheiro de sangue voltem aos seus países, para continuar suas práticas assassinas. Ninguém quer que tal coisa aconteça, suponho. 

A Rússia sempre se opôs firme e consistentemente, sempre, contra o terrorismo em todas as suas formas. Hoje, damos assistência militar e técnica ao Iraque e à Síria, que enfrentam grupos terroristas. 

Entendemos que é erro enorme e grave recusar-se a cooperar com o governo sírio e suas forças armadas, que valentemente lutam cara a cara contra o terrorismo. É mais que hora de reconhecer afinal que ninguém, além das forças armadas do presidente Assad e das milícias curdas estão dando real combate ao Estado Islâmico e a outras organizações terroristas na Síria.

Caros colegas, devo notar que a abordagem direta e honesta da Rússia foi recentemente usada como pretexto para nos acusar de estarmos alimentando ambições crescentes (como se os que nos acusam fossem libertos de todas as ambições...). 

Mas a questão não é as ambições russas. A questão é reconhecer o fato de que já ninguém pode continuar a tolerar o atual estado de coisas no mundo.

Na essência, estamos sugerindo que nos façamos guiar por valores comuns e interesses comuns, não por ambições. Temos de unir esforços, considerando a lei internacional, para enfrentar os problemas que estão diante de todos nós, e criar uma coalizão ampla e genuinamente internacional contra o terrorismo.

Semelhante à coalizão que se constituiu anti-Hitler, a nova coalizão dever unir gama ampla de forças que desejem resolutamente resistir contra os que, exatamente como os nazistas, semeiam o mal e o ódio contra a humanidade.

Evidentemente, os países muçulmanos têm papel chave a desempenhar na coalizão, tanto mais que o Estado Islâmico não é só ameaça contra a sobrevivência deles, mas, além disso, ativamente agride e ofende, com suas práticas sanguinárias, uma das maiores religiões do mundo. Os ideólogos daquela militância zombam do Islã e pervertem todos os valores verdadeiramente humanistas do Islã.

Gostaria de me dirigir aos líderes espirituais muçulmanos, porque sua autoridade e orientação são agora ainda mais profundamente importantes. É essencial impedir que jovens recrutados por militantes tomem as mais desgraçadas decisões sobre a própria vida. E também os que já se tenham envolvido, que já foram enganados e que, pelas mais diferentes circunstâncias da vida, vejam-se hoje vivendo entre terroristas, esses também precisam de ajuda, para que consigam voltar à trilha da vida normal, para que deponham as armas e ponham fim ao fratricídio.

A Rússia, como atual presidente do Conselho de Segurança, convocará em breve uma reunião ministerial para que se faça análise ampla das ameaças que cercam o Oriente Médio.

Em primeiro lugar, propomos que se discuta a possibilidade de construir uma Resolução que vise a coordenar as ações de todas as forças que já estão resistindo contra o Estado Islâmico e outras organizações terroristas. Mas uma vez: essa coordenação terá de basear-se nos princípios da Carta da ONU. 

Esperamos que a comunidade internacional será capaz de desenvolver uma estratégia ampla de estabilização política e, também para a recuperação social e econômica do Oriente Médio. Isso feito, não será preciso criar novos campos para concentração de refugiados.

Hoje, o fluxo de pessoas forçadas a deixar a terra natal já literalmente inundou a Europa. Há centenas de milhares deles agora e não demorará para que sejam milhões. De fato, é grande e trágica migração de pessoas. E é dura lição para os europeus. 

Quero destacar: refugiados precisam, sem dúvida, de nossa compaixão e apoio. Mas o único meio de resolver esse problema em nível mais fundamental é restaurar o Estado, em todos os pontos onde foi destruído; reforçar as instituições de governo onde elas ainda existam ou estejam sendo restabelecidas; prover ajuda ampla – militar, econômica e material – a países em situação difícil; e, com certeza, também aos que não abandonarão suas casas, não importa quais sejam os padecimentos.

Claro que qualquer assistência a estados soberanos pode e deve ser oferecida, nunca imposta; e única e exclusivamente de acordo com a Carta da ONU. Em outras palavras, tudo nesse campo está sendo ou será feito em obediência ao disposto na lei internacional e com o apoio de nossa organização universal. Tudo que infrinja disposições da Carta da ONU deve ser rejeitado.

Acima de tudo, creio que é de máxima importância ajudar a restaurar as instituições de governo na Líbia, apoiar o novo governo do Iraque e prover ampla assistência ao governo legítimo da Síria.

Colegas, garantir a paz e a estabilidade regionais e globais continuam a ser os objetivos chaves da comunidade internacional, com a ONU no comando. 

Acreditamos que isso implica criar um espaço de segurança igual e indivisível, não para uns poucos seletos, mas para todos. Sim, é tarefa desafiadora, difícil e que exige tempo, mas simplesmente não há via alternativa.

Porém, o pensamento de bloco dos tempos da Guerra Fria e o desejo de explorar novas áreas geopolíticas ainda persistem em alguns de nossos colegas.

É de lastimar que alguns dos nossos colegas tenham, até aqui, escolhido outra via – a via de explorar predatoriamente novos espaços geopolíticos.

Primeiro, continuaram sua política de expandir a OTAN e sua infraestrutura militar. Depois, ofereceram aos países pós-soviéticos uma escolha falsa: pôr-se ao lado do ocidente ou ao lado do oriente.

Essa lógica de confrontação está fadada, mais cedo ou mais tarde, a desencadear uma grave crise geopolítica. É precisamente o que foi feito na Ucrânia, onde o descontentamento da população com as autoridades foi usado, e se orquestrou um golpe militar de fora para dentro do país; e esse golpe disparou uma guerra civil.

Temos certeza de que só mediante a plena e fiel implementação dos Acordos de Minsk de 12/2/2015, poderemos pôr fim ao banho de sangue na Ucrânia e encontrar saída para aquele impasse.

A integridade territorial da Ucrânia não pode ser assegurada por tratados e sob armas. Indispensável ali é consideração genuína pelos interesses e direitos do povo na região do Donbass e respeito pelo que escolherem. É preciso coordenar com eles, como fazem os Acordos de Minsk, os elementos chaves da política do país.

Esses passos garantirão que a Ucrânia desenvolverá um estado civilizado, como elo essencial na construção de um espaço comum de segurança e cooperação econômica ao mesmo tempo na Europa e na Eurásia.

Senhoras e senhores, falei propositadamente de espaço comum de cooperação econômica. Não há muito tempo, parecia que na esfera econômica, com suas objetivas leis de mercado, aprenderíamos a viver sem linhas divisórias. Que construiríamos regras transparentes e de comum acordo, que incluiriam os princípios da Organização Mundial de Comércio, que estipulam a liberdade de comércio e investimento e a livre concorrência.

Mas hoje já é quase lugar comum impor sanções unilaterais que burlam o que determina a Carta da ONU. Além de perseguir objetivos políticos, essas sanções são visível manobra mal-intencionada, para eliminar concorrentes comerciais.

Quero apontar ainda mais um sinal de crescente "autismo econômico". Alguns países escolheram criar associações econômicas como clubes fechados e "exclusivos", cuja fundação está sendo negociada na clandestinidade, ocultada até dos próprios cidadãos daqueles países, do público em geral e da comunidade empresarial.

Outros estados, cujos interesses podem vir a ser afetados não são informados, tampouco, de coisa alguma. Parece que estamos a um passo de ser confrontados com um fato consumado, de que as regras do jogo foram mudadas a favor de um poucos privilegiados, sem que a OMC tenha sido jamais ouvida. Assim se desequilibra completamente o sistema comercial e desintegra-se o espaço econômico global.

Essas questões afetam os interesses de todos os estados e influenciam o futuro de toda a economia mundial. Por isso propomos que essas questões seja discutidas dentro da ONU, dentro da OMC e dentro do G-20.

Ao contrário da política de "exclusividade", a Rússia propõe harmonizar os projetos econômicos regionais. Refiro-me à chamada "integração de integrações", baseada em regras universais e transparentes do comércio internacional.

À guisa de exemplo, quero citar nossos planos para interconectar a União Econômica Eurasiana e a iniciativa da China, do Cinturão Econômico da Rota da Seda. Ainda acreditamos que harmonizar os processos de integração dentro da União Econômica Eurasiana e a União Europeia é movimento altamente promissor.

Senhoras e senhores, as questões que afetam o futuro de todos os povos incluem o desafio da mudança do clima global.

É do nosso interesse fazer da Conferência da ONU sobre Mudança Climática, em dezembro, em Paris, um sucesso. Como parte de nossa contribuição nacional, temos planos para reduzir para 70-75% a emissão dos gases de efeito estufa, até 2030, de volta aos níveis de 1990. 

Mas sugiro que tomemos, sobre essa questão, visada muito mais ampla. Sim, podemos aplacar as dificuldades, por algum tempo, definindo quotas de emissões venenosas, ou tomando outras medidas que, contudo, são medidas apenas táticas. Mas, por esse caminho, nada resolveremos.

Precisamos de abordagem completamente diferente. Temos de nos focar em, fundamentalmente, introduzir novas tecnologias inspiradas pela natureza e que não causarão dano ao meio ambiente, e conviverão em harmonia com ele. Além disso, elas restaurarão o equilíbrio entre a biosfera e tecnofera, alterado pelas atividades humanas.

É desafio, realmente, de escopo planetário. Mas tenho confiança de que a humanidade tem potencial intelectual para enfrentá-lo.

Temos de unir esforços. Refiro-me, em primeiro lugar, aos estados que têm sólida base de pesquisas e que têm obtido avanços significativos em ciência fundamental.

Propomos organizar um fórum especial, sob os auspícios da ONU, para discussão ampla das questões relacionadas ao esgotamento de recursos naturais não renováveis, à destruição do meio ambiente e à mudança climática. A Rússia está pronta para copatrocinar esse fórum.

Senhoras e senhores, foi em Londres, dia 10/1/1946, que a Assembleia Geral da ONU reuniu-se para sua primeira sessão. Zuleta Angel, diplomata colombiano, e presidente da Comissão Preparatória, abriu a sessão oferecendo, entendo eu, uma definição concisa dos princípios básicos que a ONU deveria seguir em suas atividades: defender o livre arbítrio, desafiar os conluios e trapaças e preservar o espírito de cooperação.

Hoje, essas palavras ainda soam como orientação para todos nós.

A Rússia acredita no enorme potencial da ONU, que deve ajudar-nos e evitar uma confrontação global e a nos engajar em franca cooperação estratégica. Juntos com outros países, trabalharemos empenhadamente para fortalecer o papel da ONU, de coordenação central.

Confio que, trabalhando juntos, conseguiremos fazer do mundo lugar pacífico e seguro, e asseguraremos condições propícias para o desenvolvimento dos estados e nações. 

Obrigado.

[Fim do discurso]


sexta-feira, 4 de setembro de 2015

O REAL PAPEL DA MISSÃO DA ONU NA LÍBIA


Tortura nas prisões da Líbia pós-Kadafi - Publicado em 18 de agosto de 2015
(Este vídeo mostra trechos de vídeos mais antigos. Muitos deles se encontram em nossas postagens anteriores)


O VERDADEIRO PAPEL DE BERNARDINO LEÓN,
REPRESENTANTE DA ONU NA LÍBIA

artigo de Leonor Massanet (em Espanhol)

Bernardino León, el enviado de las Naciones Unidas a Libia, supuestamente para resolver la situación, ha intensificado su “trabajo”.

Desde que llegó a Libia ha participado en todas las reuniones supuestamente para llevar a Libia a la reconciliación, sin embargo no se reúne con las tribus libias, es decir con los libios, ni con el Movimiento Nacional Popular Libio, ni con los líderes tribales, ni con la asamblea de ancianos, ni con el gobierno tribal que se formó cuando la OTAN bombardeaba Libia tras una reunión de tres días en el 2011 donde más de 3000 líderes estuvieron hablando hasta llegar a acuerdos y elegir un grupo de personas que serían las responsables del país en caso de vacío de gobierno.

Los libios sabían desde el principio del bombardeo de la OTAN que pretendían destruir y matar al gobierno de la Jamahiriyah y sabían que iba a ocurrirles lo mismo que en Irak. Los libios tienen acceso a toda la información del mundo y las televisiones hacían diariamente debates de horas dirigidos por politólogos, sociólogos, periodistas, así como entrevistando a la gente para comprender la situación en la que estaban bajo los bombardeos de la OTAN. Sin embargo, y por mucho que creyeran saber, nadie podía ni imaginar el desastre humanitario y la destrucción del país a la que la OTAN y las Naciones Unidas han llevado a Libia. Los libios dejaron de poder informarse cuando la OTAN bombardeó todos los medios de comunicación.

Bernardino León ha sido enviado por las Naciones Unidas a Libia para terminar el trabajo de la OTAN, es decir eliminar completamente el control de los libios o las tribus libias y dividir el país en tres : Cirenaica (el noreste), Tripolitania (el noroeste), Fezzan (El sur).

Según nos explica Ahmed Warfalla, Bernardino León está intentando crear en Libia un gobierno como en Afganistán, busca un nuevo Karzai.

Los “rebeldes libios”, los nuevos libios, y los agresores, es decir la Libya Dawn y los Hermanos Musulmanes aceptan las decisiones de las Naciones Unidas porque trabajan en equipo intentando eliminar a la gran mayoría de los libios y completar la división e invasión a Libia.

Libia siempre ha tenido una relación muy directa e intensa con las Naciones Unidas. Una persona que trabajaba en el gobierno Libio nos dice que se reunían dos veces por semana con los representantes de las Naciones Unidas ya antes del 2011, para explicar las cosas que iban ocurriendo en Libia.

Todos sabemos que las Naciones Unidas y la OTAN son lo mismo y en estos momentos controlan Libia, bajo diversas apariencias.

En estos momentos, bajo la dirección de Bernardino León, están organizando un nuevo gobierno y supuestamente votan entre ellos, para ver quién estará en el nuevo gobierno. Obviamente el pueblo libio no participa en todo este juego sucio. Uno de los parlamentarios ha ofrecido su puesto a cambio de 1 millón de dólares.

Estos días se está produciendo un mercado negro de compra/venta de “posiciones” en el nuevo gobierno, a cual más gangster, ladrón y demás.

Bernardino León intenta disolver el gobierno de Tubruk aceptado por la Comunidad Internacional, en nombre de Naciones Unidas… el lobo vestido de cordero.

Bernardino León solo habla con Libya Dawn y los Hermanos Musulmanes, lo que implica obviamente que quieren formar gobierno totalmente controlado por EEUU, un gobierno de ocupación.

Leonor Massanet Arbona

http://libyaagainstsuperpowermedia.org/2015/09/04/the-real-role-of-king-bernardino-leon-the-representative-of-un-in-libya/



http://libyaagainstsuperpowermedia.org/2015/06/18/libya-leons-last-shot-well-that-is-what-he-thinks/


ÁLBUM DE FAMÍLIA

BERNARDINO LEÓN E ABDULHAKIM BELHAJ, LÍDER DA "LYBIA DAWN"

Belhaj, entre o senador McCain dos EUA e o embaixador que logo seria assassinado

"SÓ A DIRETORIA"

"Belhaj, líder do LIFG (Grupo Líbio de Luta Islâmica) jurou lealdade ao Estado Islâmico (Daesh), na cama com a CIA e o MI6. Nesta foto, com um jornalista americano em 2011."
http://libyaagainstsuperpowermedia.org/2015/09/04/the-libyan-conspiracy/


NA SÍRIA TAMBÉM 

Em 2011 Belhaj iniciou a exportação de ratos da Líbia para a Síria
(http://defesadalibia.blogspot.com.br/2011/11/kadafi-no-niger-1998.html)


NOVO LIVRO SOBRE A INVASÃO DA LÍBIA:

http://bit.ly/1JcqiGT

https://theburningbloggerofbedlam.wordpress.com/2015/08/24/the-libya-conspiracy-free-exclusive-book-download-for-all-readers/


segunda-feira, 10 de agosto de 2015

PROTESTOS EM TODA A LÍBIA



O povo líbio protesta contra a condenação de dirigentes da Jamahiriya


Protesto em Bani Walid


Protesto em Wadi Zamzam

SIRTE


"O Estado Islâmico (Daech) abriu fogo sobre um protesto de mulheres em Sirte, ferindo e prendendo 5 manifestantes. Testemunhas afirmam que elementos da organização ainda estão nas ruas e prometem matar ou prender qualquer pessoa que se manifeste a favor do regime de Gaddafi ou contra a pena de morte para Saif al-Islam e os pilares do regime de Gaddafi."

https://www.youtube.com/watch?v=55OLjjkuQNQ

07/08/2015: Declaração da tribo Al-Rakdalin


Carreata em Sabha


Manifestação em Badr-Chiaan - 01/08/2015


Declaração da tribo Rabaia



Declaração da tribo Chiaan

https://libya360.wordpress.com/2015/08/07/protests-in-libya-international-condemnation-of-al-qaeda-sentencing-of-jamahiriya-officials/

SABHA

http://za-kaddafi.ru/news/dzhamahiriya-neizbezhna/


ATUALIZAÇÃO 11/8/2015:

BRAK SHATI: A RESISTÊNCIA DERRUBOU AVIÃO QUE TENTAVA BOMBARDEAR PROTESTO

Publicado em 11 de agosto de 2015

http://www.mamafrika.tv/blog/2015/08/12/videos-photos-libye-loffensive-pacifiste-des-pro-kadhafi-qui-fait-trembler-loccident/

domingo, 26 de julho de 2015

MANIFESTAÇÃO DA RESISTÊNCIA EM SABHA

video


21/7/15: Em Sabha, no Sudoeste da Líbia, as pessoas saíram com bandeiras verdes gritando incessantemente "Alá, Muammar, O Líbia O Bass" em seu desfile pela cidade. Têm ocorrido passeatas espontâneas em alguns bairros de Benghazi, em Zlinten, e também em Sirte apesar da presença do Daesh (Estado Islâmico).

Em Sirte, há uma semana, cerca de mil mulheres corajosas, algumas com véu e outras sem véu, fizeram uma manifestação diante da sede do Banco Central da Líbia para protestar contra a sua privatização, bradando o perene "Alá, Muammar, O Líbia O Bass".


Além disso, sob a indiferença geral da imprensa mainstream, foi lançada uma campanha em toda a Líbia para exigir a libertação de Saif al-Islam Gaddafi, filho de Muammar Gaddafi, para tirar o país do caos.

Bandeira verde da Jamahiriya Árabe Líbia hasteada em Algorbadabiya, perto de Sirte.

http://allainjules.com/2015/07/25/libye-retour-des-kadhafistes-sheba-video-allah-mouammar-o-libya-o-bass/


Atualização - 28/07/2015 - Em Bani Walid, Sabha, Sirte, e por toda a Líbia, milhares de líbios foram às ruas para denunciar a escandalosa condenação à morte de Saif al-Islam.



Um tribunal especial em Tripoli, controlado por fundamentalistas islâmicos, condenou Saif al-Islam e mais 9 dirigentes da Grande Jamahiriya Árabe Líbia à pena de morte. Em protesto, muitos líbios saíram às ruas espontaneamente, enfrentando a violência a eles imposta pelos jihadistas pró-Ocidente

As tribos do Sul e Al-Magraha ameaçam destruir o que resta do Grande Rio Artificial, que abastece de água toda a Líbia, para protestar contra a sentença injusta e ilegal do tribunal fantoche de Trípoli. O Conselho das Tribos da Líbia condenou as sentenças do tribunal islâmico e conclama todos os cidadãos da Grande Jamahiriya Árabe Líbia para manifestações e desobediência civil.

http://www.mamafrika.tv/blog/2015/07/30/revolte-silencieuse-libye-video-manifestations-de-soutien-en-faveur-seif-al-kadhafi/

https://libya360.wordpress.com/2015/07/28/daesh-court-in-tripoli-sentences-former-jamahiriya-officials-to-death-by-firing-squad/





Publicado em 28 de Julho de 2015

https://vivalibya.wordpress.com/2015/07/28/libyans-take-to-the-streets-to-protest-sentencing-of-heroes-of-the-revolution/


quarta-feira, 27 de maio de 2015

BOMBA ATÔMICA NO IÊMEN





"Uma explosão preocupante ocorreu no Iêmen em 20/05/2015, após um bombardeio mortal da aviação saudita. Mas a verdadeira questão é saber que bomba foi utilizada. De fato, parece uma bomba atômica. De onde ela vem?"

http://allainjules.com/2015/05/27/videos-mais-quelle-arme-de-la-mort-larabie-saoudite-utilise-t-elle-au-yemen/


Além das bombas, a sede

"Quase dois terços dos iemenitas não têm acesso a água potável, disse a organização humanitária Oxfam na terça-feira, dois meses após o início da campanha aérea sob comando saudita para eliminar os rebeldes houthis, que tomaram grandes áreas, incluindo a capital Sanaa.

'Os ataques aéreos, combates terrestres e a escassez de combustível significam que mais três milhões de iemenitas estão privados de água potável', elevando a pelo menos 16 milhões o número total de iemenitas nesta situação, disse a Oxfam em um comunicado.

Os ataques certamente degradaram as capacidades militares da rebelião, mas não levaram a quaisquer mudanças fundamentais em campo. As perspectivas de uma solução política também permanecem muito distantes, enquanto a população civil é duramente afetada pela violência.

A Arábia Saudita e sua coalizão cometem lá, claramente, um crime contra a Humanidade. Infelizmente, à vista de todo o Mundo."

http://allainjules.com/2015/05/27/guerre-au-yemen-crime-larabie-saoudite-prive-16-millions-de-yemenites-deau-potable/


Mais sobre a bomba de nêutrons:

http://mauisaac.blogspot.com.br/2015/05/israel-ataca-yemen-con-una-bomba-atomica.html


Atualização (Publicado em 28/05/2015):




Atualização em 04/06/2015: O Prof. Michel Chossudovsky, no site Global Research, opina que pode tratar-se de uma bomba convencional americana do tipo MOP (Massive Ordnance Penetrator). Observa que não há dados disponíveis sobre os efeitos desta bomba lançada no Iêmen. Revela, contudo, que um documento do Pentágono preconiza o uso de armas nucleares táticas contra países do Terceiro Mundo:

"A agenda nuclear de Washington, definida pelo '2001 Nuclear Posture Review' (2001) consiste em desenvolver seu arsenal nuclear tático para uso contra Estados não-nucleares. As armas nucleares táticas dos EUA-OTAN visando o Oriente Médio estão plenamente implantadas desde 2002."

http://www.globalresearch.ca/the-war-on-yemen-americas-plans-to-use-nuclear-weapons-against-the-middle-east/5453065

http://nsnbc.me/2015/06/03/the-war-on-yemen-americas-plans-to-use-nuclear-weapons-against-the-middle-east/




Atualização em 22/06/2015 -- um artigo mais abrangente:

http://journal-neo.org/2015/06/02/yemen-practical-nuclear-survival/

http://allainjules.com/2015/06/21/agression-contre-le-yemen-larabie-saoudite-bombarde-lei-pose-des-bombes/



segunda-feira, 18 de maio de 2015

A RESISTÊNCIA RESTAURA AZIZIA


Publicado em 11/05/2015

A Resistência Líbia recuperou a cidade de Azizia em Abril, e agora a está restaurando.

(Veja em http://defesadalibia.blogspot.com.br/2015/04/a-resistencia-toma-al-azizia.html)

Entre 3'13" e 3'24" aparece um antigo companheiro do General Khamis Kadafi.


HOMENAGEM A KHAMIS KADAFI

Publicado em 24/07/2012



Publicado em 10/05/2015


sábado, 9 de maio de 2015

A RESISTÊNCIA ÀS PORTAS DE TRÍPOLI


Publicado em 09/05/2015

A Resistência Popular Líbia controla a cidade de Al-Mayah, 30 km a oeste de Trípoli. Frente ao avanço da Resistência desde o Oeste, ao longo da estrada costeira entre Al-Zawia e Trípoli, as milícias a serviço da OTAN montaram um grande posto de controle em Janzur. O pânico impera nas fileiras dos ratos.




Publicado em 08/05/2015

http://libyaagainstsuperpowermedia.org/2015/05/09/green-resistance-on-the-threshold-of-tripoli-2015-the-real-reason-for-illegal-immigration-to-italy/


quinta-feira, 7 de maio de 2015

A RESISTÊNCIA DERRUBA UM MIG-23


Publicado em 06/05/2015

A Resistência Líbia, com armas anti-aéreas, derrubou um avião Mig-23 da gangue "Aurora da Líbia" a Sudoeste de Trípoli.



UCRÂNIA

Em memória das vítimas do massacre de Odessa em 2 de Maio de 2014

Publicado em 02/05/2015

http://thesaker.is/memorial-video-for-the-victims-of-odessa-massacre-on-may-2-2014/

Sobre o massacre:

http://defesadalibia.blogspot.com.br/2014/05/massacre-em-odessa.html

http://defesadalibia.blogspot.com.br/2014/05/explicando-os-massacres.html

sábado, 25 de abril de 2015

A RESISTÊNCIA TOMA AL-ZAHRA


Publicado em 24 de abril de 2015

A Resistência Verde anuncia que tomou a cidade de Al-Zahra, ao sul de Trípoli, e a estrada costeira que leva à Tunísia. Combates em Al-Zawia, a Oeste de Trípoli.

http://libyaagainstsuperpowermedia.org/2015/04/24/green-libya-news-jamahiriya-2015/


Atualização 26/04/2015: A Resistência avança sobre Gharian



http://libyaagainstsuperpowermedia.org/2015/04/26/libyan-tribes-army-advancing-toward-gharyan/


terça-feira, 21 de abril de 2015

COMBATES EM TRÍPOLI


Publicado em 20 de abr de 2015 - As forças das Tribos chegaram ao centro de Trípoli e prosseguem atacando as gangues fundamentalistas da "Aurora da Líbia"
http://libyaagainstsuperpowermedia.org/2015/04/21/this-is-how-occupied-tripoli-looks-like-thank-you-nato-thank-you-f-uk-u-s-and-the-un-for-bringing-democracy-in-libya/

Em 07/04/2015 as forças das Tribos tomaram a ponte de Al-Zahra, ao sul de Trípoli

https://www.youtube.com/channel/UCo7OHLB2z0fHf5JxPUouYdQ


TOBRUK 20/4/2015 - Segundo libyanwarthetruth, o Estado Islâmico, que controla a cidade de Derna, está avançando em direção a Tobruk, sede do governo "internacionalmente reconhecido", ou Parlamento fantoche. O general Haftar (agente da CIA), que se propunha defender o Parlamento e eliminar os grupos fundamentalistas, não opõe resistência a esse avanço. Isso pode ser uma manobra dos EUA para criar uma situação que justifique uma nova intervenção na Líbia, a pretexto de combater o Estado Islâmico.
http://www.libyanwarthetruth.com/breaking-isis-moves-derna-tobruk-haftar-purposely-fails




Publicado em 20 de jul de 2012


Publicado em 19 de set de 2014


sexta-feira, 3 de abril de 2015

A RESISTÊNCIA TOMA AL-AZIZIA



03/04/2015 - A Resistência Verde anuncia que tomou a cidade de Al-Azizia e expulsou os terroristas das imediações. Agora está aberto o caminho para Trípoli.
http://libyaagainstsuperpowermedia.org/2015/04/03/muammar-gaddafis-soldiers-are-back-green-resistance-news-2015/


IÊMEN


(28/03/2015) Os aviões de guerra sauditas atacaram o mercado da cidade de Kataf, perto da cidade de Saadah. Dezenas de civis foram mortos, e o mercado popular da cidade foi completamente arrasado.
http://allainjules.com/2015/03/28/guerre-au-yemen-aden-les-houthis-auraient-riposte-en-attaquant-larabie-saoudite/





BRASIL

LIBERDADE DE EXPRESSÃO É SÓ PARA OS COXINHAS


No último sábado (28/3), no centro do Rio de Janeiro, um jovem foi agredido e preso pela Polícia Militar, por contestar uma manifestação que pedia uma intervenção militar no País. Sozinho e desarmado, Victor Santana foi cercado por ao menos dez policiais, que o imobilizaram, lançaram-no ao chão e o espancaram. Ele foi encaminhado para o 4º DP e autuado por “desacato”, “resistência” e “desobediência”.
https://www.youtube.com/watch?v=itJ1Dv7-Evk

ATUALIZAÇÃO EM 18/05/2015:

O VÍDEO ORIGINAL FOI DELETADO. ENCONTRAMOS ESTA CÓPIA, COM TÍTULO TENDENCIOSO, EM:

http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/04/por-criticar-ato-pro-militares-jovem-e-agredido-e-preso-pela-pm/



terça-feira, 24 de março de 2015

AS TRIBOS LÍBIAS AVANÇAM

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Segundo o site libyanwarthetruth.com, as Tribos da Líbia estão avançando em sua luta contra as gangues fundamentalistas agrupadas no movimento "Alvorada da Líbia" (Libia Dawn). Este vídeo, publicado em 20/3/2015, relata que o exército das Tribos já ocupa a periferia Oeste de Trípoli, e estaria prestes a entrar na cidade. Também controla uma base aérea a sudoeste de Trípoli e campos de pouso no Sul da Líbia, além da parte sul da cidade de Zawia. Avança também na cidade de Azizia.

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Segundo a mesma fonte, em 20/3/2015 houve um buzinaço em Trípoli saudando as vitórias das Tribos.

http://www.libyanwarthetruth.com/video-great-tribes-libya-moving-against-radical-islamists


UNSMIL promove conversa pra boi dormir

A Missão das Nações Unidas de Apoio na Líbia (UNSMIL) está promovendo um encontro no Marrocos, chamado "diálogo interlíbio", entre o governo fantoche reconhecido internacionalmente, representado pelo Parlamento refugiado em Tobruk, e o governo fundamentalista da Libia Dawn, apoiado abertamente pelo Qatar e pela Turquia, e semi-oficialmente pelos EUA, através da sua embaixadora em Trípoli (refugiada em Malta). Participam também "mediadores internacionais". É claro que a Resistência Verde não foi convidada. De qualquer maneira, os líderes tribais se recusam a reconhecer decisões resultantes de "diálogos" exclusivos que ocorram fora da Líbia.

A UNSMIL já promoveu outros encontros desse tipo na Suíça (em Genebra), no Egito e na Argélia, que naturalmente não trouxeram nenhum resultado.

Neste fim de semana, em Tobruk, houve uma reunião das Tribos, que deliberou apoiar o Parlamento fantoche. No entanto, participaram somente as tribos que já o apóiam (em geral, as Tribos se aliaram taticamente ao governo fantoche na luta contra os fundamentalistas). As tribos que apóiam a "Libia Dawn" não estavam presentes.

(fonte: http://libyaagainstsuperpowermedia.org/2015/03/23/tribal-leaders-refuse-to-acknowledge-decisions-from-exclusive-dialogs-taking-place-outside-the-country/ )